O Sistema Operativo Linux, embora com uma baixíssima quota de mercado, quando comparado com Windows e OS X, no que refere a computadores pessoais, e utilização a nível do desktop empresarial, tem vindo, lentamente, a ganhar alguma notoriedade, impulsionado pelo esforço de algumas empresas como a Canonical, que produz o Ubuntu, que actualmente é das distribuições mais conhecidas e suportadas. Mais concretamente no nosso país, o facto de alguns computadores pessoais, disponibilizados pelos programas e.escola e e.escolinha, possuírem este sistema instalado, a distribuição nacional Caixa Mágica, e alguns projectos de implementação em grandes organizações, são impulsionadores que suscitam algum interesse e curiosidade junto das pessoas e empresas.
Uma das vantagens do Linux é que a grande maioria das distribuições direcionadas para computadores pessoais são completamente gratuitas. Acrescido que é um sistema onde os vírus e outro tipo de malware, que tanto afecta os sistemas Windows, não serem “ainda” um problema. Além disso, o Linux normalmente requer menos recursos de processamento, o que significa que pode ser utilizado em computadores mais antigos. É um sistema operativo estável, com uma comunidade de utilizadores bastante grande que partilha o seu conhecimento e entreajuda.

Obviamente também existem desvantagens quando comparamos o Linux com outros sistemas operativos. Uma dessas desvantagens é o facto de a grande esmagadora das empresas que produzem software não o fazerem para este sistema, por variadíssimos motivos que normalmente se prendem com o facto de este ainda representar uma percentagem muitíssimo pequena no mercado dos sistemas operativos. Quando falamos em software empresarial como ERP e aplicações de facturação, o cenário é ainda pior, existindo um reduzido numero de software-houses que produzem aplicações para esta plataforma.
A discussão à volta de qual o melhor sistema operativo, entre Windows, OS X, e Linux levanta frequentemente acesas discussões, entre os utilizadores destes três sistemas. Essencialmente, a questão não é qual o melhor dos três, porque são diferentes e coloca-los na mesma base de comparação é errado. Todos têm os seus pontos fortes e fracos. Cada um pode ser o melhor, tendo em conta as necessidades do utilizador ou de uma organização.
Para uma micro ou pequena empresa, que está a iniciar a sua actividade, sem orçamento para investir num computador “de última geração”, numa aplicação de facturação, suite de produtividade (o LibreOffice vem instalado por defeito, e pode ser uma alternativa ao Office da Microsoft), anti-vírus, entre outras aplicações, o Linux, juntamente com o Colibri pode ser uma opção a colocar em cima da mesa. Conseguem, ambos, disponibilizar todas as ferramentas de produtividade mais usuais, como navegação na internet, email, edição de documentos de texto e folhas de cálculo, e efectuar facturação que cumpre com todas as normas em vigor, impostas pela Autoridade Tributária.
Neste artigo irá ser demonstrado como instalar o Colibri 7.0.2 no Linux, mais concretamente na última versão da distribuição Ubuntu 12.04 – 32 bits (com todas as actualizações instaladas).

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