Ranking das 200 Maiores Empresas de TI em Portugal

29 12 2013

 

Fonte : Semana Informática

 

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200 Maiores Empresas de TI 2012

 

Das duas centenas de empresas de TI que constam nesta análise, 144 reportaram vendas no estrangeiro. As exportações totalizaram 1,2 mil milhões de euros, quando o volume de negócios total do ranking foi de quase 4,2 mil milhões de euros. Em comparação com os dados de 2011, houve uma quebra de -1% no volume de negócios.

 

A resistência parece ser intrínseca aos portugueses, visto que, apesar de em 2012 termos tido mais um ano de crescimento negativo, as 200 maiores empresas de tecnologias de informação que constam neste ranking do Semana Informática conseguiram a proeza de ver reduzido o seu volume de negócios em apenas -1%. O volume de negócios registado em 2012 pelas empresas que constam no ranking foi de 4 185 242 762 de euros, quando estas mesmas empresas em 2011 obtiveram um volume de negócios de 4 246 371 439 euros.

Visto que em 2011 e em 2010 tínhamos registado quebras de -4%, poderíamos pensar que, com todos os cortes efectuados a nível público e privado e com a desalavancagem económica, a queda no volume de negócios do ranking seria ainda maior. Mas,  tendendo a todos os antecedentes, ter em 2012 uma quebra de -1% até pode ser  considerado um sinal de que as empresas se adaptaram a uma nova realidade – um PIB negativo vários anos consecutivos –, estando a navegar em território mais controlado.

 

Perante a falta de oportunidades de negócio no território nacional, muitos decisores voltaram-se para o mercado estrangeiro, procurando e descobrindo clientes interessados nas competências e nos produtos das suas empresas. Na análise que realizámos passamos de 117 para 144 empresas das 200 maiores a exportar negócios durante 2012, embora as duas maiores exportadoras representem 48% do total de 1200 milhões de euros.

Neste ranking temos 28% do trabalho gerado em Portugal efectivamente exportado, tanto localmente para clientes estrangeiros como para o estrangeiro, com algumas empresas a fixar-se fora do país com sucursais. Relevo tem de ser dado novamente à expansão conseguida pela TIMWE e pela JP Sá Couto, que sozinhas representam 48% do volume de negócios exportado pelas 200 maiores e 81% do volume das empresas exportadoras constantes no Top 10.

 
 
Ranking das 200

Durante 2012 voltamos a ter um déjà vu no Top 5 das maiores empresas, com a JP Sá Couto novamente na liderança, apesar de uma ligeira quebra de 4%, agora seguida de muito perto pela TIMWE, que crescendo mais 20% consegue atingir 337 milhões de euros de volume de negócios e ser uma das três empresas do Top 10 a crescer  positivamente. As restantes sete apresentaram crescimentos negativos, mostrando que nas pequenas e médias empresas se conseguiram novamente crescimentos de relevo.

Em terceiro lugar voltamos a ter a IBM e em quarto a Novabase, comum a alteração no quinto lugar, com a subida da CPCDI, que aproveitou para trocar com a HP, agora na sexta posição. Nos restantes lugares temos as repetentes Tech Data, SIBS e Prológica, fechando o Top 10 a Reditus, que com 16% de crescimento consegue saltar de 14.ª em 2011 para a 10.ª posição.

Das empresas que apresentam dados para 2012 e não o tinham feito relativamente a 2011, salientamos por volume a Alcatel-Lucent  Portugal (88M€ – 16.º posto), a AveiDigital (44M€ – 22.º posto) e a Brisa Inovação e Tecnologia (38M€ – 23.º posto). No sentido inverso, da não apresentação de resultados para 2012, salienta-se a Databox (16.ª em 2011), a Delloite Consultores (22.ª) e a Altitude Software (25.ª).

Entre outras curiosidades destaca-se o facto de em 2011 todas as empresas do Top 200 terem facturado mais de 1 milhão de euros, quando em 2012 apenas 173 o  conseguiram fazer. Outra curiosidade é que apenas temos 124 empresas repetentes, o que basicamente indica que as comparações mais directas são com cerca de 62% de empresas comuns; os restantes 38% são relativos a empresas que entraram ou saíram do Top pelas mais diversas razões.

 
 
Facturação por trabalhador

Continua a ser difícil obter alguns dados básicos, como por exemplo o número de empregados. Relativamente a 2012, mais de uma dezena de empresas (13) não reportou esse valor, ficando assim impossível contabilizar a realidade da evolução do emprego. De qualquer forma, o cenário poderá ser mais negro que o reportado, visto que relativamente ao ano de 2011 houve 29 empresas a não reportar empregados. Em 2011 constatamos que existia um total de 26378 empregados nas empresas do ranking e, na edição deste ano, as 187 empresas publicam apenas 24843, o que representa uma quebra de 6%.

Muitos indicadores podem ser avaliados, mas um dos mais interessantes deverá ser o da facturação por empregado, em que temos as mesmas cinco empresas mas com uma pequena alteração na sua classificação. Escolhemos este, apesar de muito básico, por não tomar em conta dados que em muitos casos estão ausentes, como, por exemplo, vários custos de exploração, tornando assim a comparação enviesada. Assim, a IBM é a única a conseguir mais de 200 mil euros por empregado, apesar de aumentar ligeiramente o número de empregados, seguida da Accenture, que conseguiu os mesmos 150 mil euros mas com menos empregados, que subiu de quarto para segundo à custa da PT Inovação (terceiro com 141 mil euros) e da PT SI (quarto – 140 mil euros), tendo a Novabase fechado este sub–ranking novamente no quinto lugar, com 97 mil euros, mas aumentando os empregados.

Apesar de apresentar este rácio bastante inferior aos líderes, temos de destacar o desempenho da Reditus, que aumenta a facturação (110 milhões de euros para 128 milhões de euros) e os trabalhadores (2469 para 2800), conseguindo ainda melhorar ligeiramente para 45 mil euros por trabalhador.

 
 
Crescimentos

Este indicador, sempre importante, visto mostrar a dinâmica do sector, volta a ser em 2012 dominado por pequenas empresas, desta vez com duas delas abaixo do milhão de euros de facturação e apenas três delas dentro dos 100+. Assim, a que cresce mais relativamente a 2011 é a Tlantic Portugal (252%), seguida da DRI (77%) e da High-Gear (72%). Em representação das 100+ temos a Palhdata (76.º – +67%), a WinProvit (96.º – 62%) e a Aveicellular (25.º – +61%).

 

 

Como Chegamos a este ranking?

Apesar de se tentar que este ranking represente a realidade do sector nacional de TI, a verdade é que continuamos a verificar a falta de colaboração de muitas empresas na apresentação de dados, sobretudo quando sofrem quebras de resultados, quando reportam prejuízos ou quando muda a vontade dos accionistas.

Esta situação explica em grande parte a participação de menos 75 empresas relativamente ao ranking do ano passado, tendo essas empresas decidido não responder à edição deste ano. A este facto acresce a limitação de algumas multinacionais fornecerem dados das filiais portuguesas. São disso exemplo organizações que facturam largas dezenas de milhões de euros ou mesmo centenas de milhões de euros, como acontece com as empresas Asus, Cisco, Dell, EMC, Ericsson, Microsoft, Nokia Siemens Networks, Oracle, Samsung ou Toshiba, só para citar alguns casos.

De referir que toda a informação que consta neste ranking foi recolhida pelo Semana Informática junto das empresas. Por causa da impossibilidade de aceder aos dados de todas as principais empresas do mercado, o ranking não constitui uma cópia fiel do mercado de TI português, no entanto oferece uma visão muito aproximada do estado e do valor desta indústria.


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