Primavera entra nos Emirados Árabes Unidos

10 04 2014

Fonte: www.semanainformatica.xl.pt

 

A Primavera BSS concluiu o ano de 2013 com um volume de negócios consolidado de 17,8 milhões de euros, o que se traduz num crescimento de 15% face a 2012. O EBITDA registou um aumento de 59%, representando 22,3% do volume de negócios alcançado. A actividade internacional da tecnológica portuguesa contribuiu com 7,2 milhões de euros para o total do volume de negócios alcançado no exercício fiscal anterior, o equivalente a 41%.

 

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A Primavera está presente em Espanha, Angola, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Estes mercados registaram um crescimento global de 9% face a 2012. Por geografia, a empresa cresceu 17% em Portugal, 39% em Espanha, 61% em Cabo Verde, 13% em Moçambique e 8% em Angola.

 

A partir do próximo mês de Maio a tecnológica portuguesa acrescenta uma nova geografia a esta lista, com a criação no Dubai de uma sucursal. O investimento na abertura da Primavera EAU (Emirados Árabes Unidos) é de cerca de meio milhão de euros. A filial arranca com uma equipa de cinco colaboradores, apoiada por uma rede de parceiros locais. Nesta fase, a Primavera irá dirigir a sua oferta de soluções de gestão ao segmento de médias e grandes empresas, com a disponibilização dos softwares de gestão empresarial (ERP) nas versões Executive e Professional.

À frente da operação vai estar um dos quadros mais experientes da Primavera, Jorge Marques, que assume a função de country manager da Primavera EAU. O gestor terá como missão tornar a Primavera no parceiro tecnológico de referência das empresas portuguesas a operar nos Emirados Árabes Unidos e na região do Golfo Pérsico, bem como das empresas suas clientes que pretendam internacionalizar o seu negócio para este mercado, à semelhança do que já acontece nos restantes mercados externos onde a tecnológica actua.

 

A tecnológica conta já com dois parceiros locais e tem projectos de implementação em curso. A empresa prevê atingir, nos próximos três anos, um volume de negócios superior a um milhão de euros. Nessa data, em 2017, deverá ter cerca de 30 parceiros e mais de 200 clientes nos Emirados Árabes Unidos.

 

«Como o modelo de negócio assenta na comercialização dos nossos produtos através de parceiros, estamos neste momento a preparar parceiros que nos representem nessa nova geografia. É uma tarefa que exige tempo e empenho, quer da Primavera, quer dos parceiros. Nessa perspectiva, encaramos o break-even desta Primavera EAU num período compreendido entre três e cinco anos», explica co-CEO da Primavera, Jorge Batista.

 

Importa referir que actualmente a Primavera conta com 40 mil clientes, 10 mil dos quais são clientes fora de Portugal, com maior expressão no mercado africano. A empresa apontou como objectivo estratégico para 2015 ter um volume de negócios de 25 milhões de euros e metade dessa receita ser relativa a negócios realizados fora de Portugal. Jorge Batista reconhece que para alcançar estas metas é necessário crescer de forma não orgânica. «Acreditamos que crescer por aquisições é essencial para atingirmos os nossos objectivos para 2015», afirma. Nesse sentido, os gestores estão atentos a oportunidades de aquisições. O perfil procurado são empresas com novos mercados, com uma base de clientes ou com tecnologias que complementem as ofertas da Primavera.

Motores de crescimento

Em relação ao crescimento orgânico, a empresa aposta no lançamento da nova versão 9 dos produtos Primavera, que resulta de uma forte aposta em investigação e desenvolvimento (I&D) e que será disponibilizada às 25 mil empresas com contratos de continuidade.

 

No ano passado, a tecnológica investiu em I&D cerca de 24% do volume de negócios. «É um investimento muito acima da média dos principais fornecedores internacionais de software, mas que consideramos absolutamente decisivo para podermos dispor de soluções inovadoras e capazes de responder aos desafios que os nossos clientes actuais e potenciais nos colocam. Só assim conseguimos ombrear com as grandes multinacionais de software e conquistar clientes como a Pinto & Cruz, a Tecnovia ou a AICEP Global Parques, entre muitos outros», diz Jorge Batista. Do valor investido em I&D, cerca de 8% de todo o investimento foi capital público obtido através do QREN e de outros programas.

 

Os produtos que mais beneficiaram deste investimento foram as soluções cloud, as soluções móveis e o Primavera Business Analytics, a par das soluções para o mid-market, quetambém receberam uma parte significativa do investimento em I&D.

Versão 9 chega neste ano

A empresa conta lançar ainda em 2014 a versão 9 do Primavera, proporcionando a um milhão de potenciais utilizadores ou destinatários das aplicações Primavera uma nova experiência de utilização do software de gestão. «As novidades desta versão assentam em tecnologia cloud e vão permitir aos nossos clientes estarem inscritos num ecossistema sem fronteiras e, desta forma, potenciarem os seus negócios e partilharem informação dentro desta enorme comunidade, entre outras vantagens», refere Jorge Batista, sublinhando que a versão 9 resulta de um grande investimento em tecnologias nativas e híbridas para a cloud.

 

«Esta release vai permitir aos nossos clientes participarem num ecossistema onde dezenas de milhares de empresas e um milhão de potenciais utilizadores vão partilhar informação, comunicar e aceder a novos serviços e produtos Web, podendo assim potenciar os seus negócios», refere.

 

O gestor acredita que a versão 9 se distingue também por «incorporar uma experiência de utilização inovadora ao nível das soluções de gestão. Naturalmente, esta versão incorpora centenas de novas funcionalidades que vão ao encontro daquilo que os nossos parceiros e clientes de todos os mercados nos sugerem», afirma.

 

Apesar de actualmente toda a oferta da Primavera já se encontrar disponível em ambiente cloud, a procura por parte dos novos clientes «ainda se faz maioritariamente nas soluções on-premise», continua Jorge Batista. «Estamos convencidos de que a estratégia que concebemos para a cloud vai inverter rapidamente essa tendência.»

 

Além da versão 9, a Primavera tem um roadmap de novos lançamentos de aplicações para este ano, no qual se insere um conjunto de novas apps para os três ambientes operativos – iOS, Android e Windows 8. A empresa conta ainda lançar a solução de gestão de activos e manutenção Elevation Enterprise Asset Management,disponível em tecnologia cloud e em regime de subscrição, e uma nova versão do Primavera Public Services, o ERP para empresas e organismos públicos.

 

Estas soluções são implementadas pelos mais de 300 parceiros certificados que a tecnológica possui em Portugal e que no entender do co-CEO «constituem elementos cruciais na divulgação e implementação da marca, não só no mercado português, como também em todas as geografias onde a Primavera está presente».

Acompanhar as mudanças legais

O mercado nacional tem registado um conjunto de alterações legais que obriga a uma actualização constante das aplicações de gestão e de recursos humanos. Perante esta realidade, colocam-se duas questões. É previsível que esta avalancha de alterações fiscais continue? Se sim, de que modo isso afectará o mercado de software de gestão?

 

No entender de Jorge Batista, co-CEO da Primavera, enquanto durar o programa de ajustamento em curso (ou outro que lhe venha a suceder), é expectável que as alterações legais se mantenham em ritmo idêntico. Esta situação obrigará as software houses de aplicações de gestão «a manter um conjunto muito significativo de recursos afectos à actualização das soluções, de modo a garantir que os clientes respondem atempadamente a esses requisitos», acrescenta o co-CEO, referindo que este enfoque na resposta às exigências fiscais e legais obriga a um duplo esforço de investimento, que se manifesta tanto em inovação, como em conformidade legal e fiscal.

 

Muito do crescimento que se tem verificado nas software houses com soluções de gestão está relacionado com estas alterações fiscais e legais, que obrigaram a actualizar e a estabelecer contratos de actualização do software. Perante esta realidade, é legítimo questionar se há espaço para continuar a crescer num mercado maduro, com um parque de aplicações relativamente actualizado. Jorge Batista não tem dúvidas nesta matéria. «Há sempre espaço para crescer e ganhar novos clientes.»

 

Mas, neste momento, de forte impacto fiscal, há fornecedores de software que não conseguem dar respostas adequadas, frisa. «Alguns não conseguem dar essa resposta, porque as tecnologias que utilizam ou estão ultrapassadas ou já não compensam financeiramente. No caso de alguns fornecedores internacionais, como estão tão dependentes de estruturas de decisão centrais – para as quais, por vezes, o mercado nacional é pouco representativo –, o tempo de resposta é bastante demorado ou a realização das alterações necessárias é financeiramente incomportável», explica o co-CEO da Primavera.

 

«Estes momentos são importantes para se conquistar novos clientes ou para fidelizar os actuais, mas é na inovação das nossas propostas que mais confiamos para conquistar novos clientes e mercados», afirma.


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