TIC com desemprego Zero

7 12 2014

Fonte: Economico

 

Em Portugal, há um grupo de profissionais que tem desemprego zero, mesmo os mais jovens recebem um salário líquido mensal superior a mil euros e dizem-se motivados com aquilo que fazem. São os profissionais das Tecnologias de Informação e comunicação (TIC), engenheiros informáticos, programadores. E a conclusão é de um estudo nacional da Jobbox.

 

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O estudo desta empresa traça o retrato de uma das profissões mais em falta em Portugal. E as conclusões acabam por ser um pradoxo, face à realidade do mercado, uma vez que, sendo um sector com desemprego zero e com falta de profissionais, os últimos dados do acesso ao ensino superior, em Outubro, demonstram que das 900 vagas para licenciaturas em engenheira informática, só 200 foram preenchidas.

 

O problema pode estar numa percepção errada da profissão, que tem vivido com o estigma de ser uma área de ‘geeks’ e não para raparigas, por exemplo. Mas, o certo é que, cerca de 90% destes profissionais auferem um salário líquido mensal superior a mil euros, 55% recebem entre mil e 1800 euros e 14% recebem mais de 2500 euros líquidos mensais, de acordo com o retrato elaborado pela Jobbox.

 

 

Perante este cenário, são cada vez mais os fundadores de start-ups tecnológicas que sentem dificuldade em recrutar as pessoas certas. E foi para encontrar respostas e trocar boas práticas que um grupo de empreendedores trouxe esta tarde a Portugal o primeiro evento da rede internacional "Talen Hackers".

 

 

Talent Hackers chegam a Lisboa

A dificuldade de recrutamento nesta área foi o mote para o evento que se realizou no Hotel Florida, em Lisboa: uma sessão de duas horas onde foi apresentado o conceito de 2talent hacking", foram exploradas dicas sobre a melhor forma de atrair talento e debatidas as conclusões do estuido da Jobbox sobre o mercado de trabalho das TIC em Portugal.

O retrato do sector mostra que apesar de todos os inquiridos neste estudo estarem actualmente empregados (mesmo os 60% que acabaram o curso há menos de um ano), de serem bem remunerados e de se afirmarem motivados com o seu trabalho, só 3% não equacionam mudar de emprego. Metade ( 52%) afirma estar disponível para falar de novas oportunidades e 38% admite que, mesmo não estando à procura, falam com os amigos sobre isso.

 

Contudo, como explica Pedro Carmo Oliveira, um dos organizadores desta primeira sessão da rede "Talent Hackers" em Portugal: "Análise de currículos, descritivo de função, entrevistas, sub-contratação de empresas de recrutamento, pagamento de comissões por vendas – nenhuma destas práticas parece resultar no contexto das equipas multidisciplinares, da rápida velocidade de mudança e da necessidade extrema de controlar custos na fase de arranque de uma empresa – um cenário que caracteriza a realidade das start-ups. Ouvimos cada vez mais queixas de empreendedores que se sentem ‘perdidos’ no que toca a recrutar as pessoas certas. E aqueles que, recorrendo à informação disponível, à criatividade e à tecnologia, estão a conseguir resolver este quebra-cabeças, a comunidade apelidou de ‘talent hackers’."

Hoje, esta comunidade juntou mais de uma centena de profissionais da área em Lisboa para debater a resolução do problema da falta de profissionais no sector.


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One response

8 12 2014
Alfredo Simões

A empregabilidade no sector das TIC não é bem assim. Existem muitas pessoas com dificuldades de encontrar trabalho, principalmente aqueles que são empreendedores e têm o seu negócio próprio. Alguns estão dependentes de fabricantes de software, ávidos de lucro a qualquer preço, praticando percentagens de compensação depauperantes para os seus parceiros mais pequenos – é o caso da Sage Portugal. Por outro lado os gestores das empresas portuguesas, que segundo a troika são muito fracos, não valorizam a capacidade dos recursos IT em criar valor para a empresa. Temos um problema de educação dos empresários. Em Portugal qualquer pessoa se estabelece mesmo sem ter conhecimentos para gerir uma empresa. Talvez seja por isso que não passamos de um país pobre.

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