BEEVERYCREATIVE e Blocks Technology–Novas Impressoras 3D a caminho

11 09 2018

Reconhecidos pela qualidade e fiabilidade seus produtos, os 2 fabricantes portugueses de Impressoras 3D, BEEVERYCREATIVE e Blocks Technology preparam-se para lançar em breve novas Impressoras 3D.

 

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Estas novas Impressoras, que são uma evolução dos modelos atuais, trazem várias novidades que, apesar de parecerem insignificantes, acabam por representar passos importantes rumo à simplificação desta tecnologia. As melhorias e as novas funcionalidades permitem não só melhorar a experiencia de utilização, que é ainda um entrave que impede que esta tecnologia chegue a mais consumidores, mas também aumentar a qualidade final dos projetos e ao mesmo tempo reduzir os tempos de impressão.

 

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Estas Impressoras, que vão passar a ser os modelos mais avançados de ambos os fabricantes, têm grandes melhorias relativamente aos modelos anteriores. Destaco o sistema de auto-calibração da plataforma de impressão e o sensor de filamento. Duas novas funcionalidades que acrescentam mais valor.

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Livro O Mundo da Impressão 3D e o Fabrico Digital

27 08 2018

O primeiro livro sobre Impressão 3D editado em Portugal já se encontra no mercado. O Mundo da Impressão 3D e o Fabrico Digital, do autor Carlos Relvas, poderá ser adquirido na loja online Booki. O custo é de cerca de 25 Euros.

 

Clique na imagem em baixo para consultar alguns excertos do livro. Em alternativa clique aqui para descarregar um ficheiro PDF.

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Fonte: www.booki.pt

 

Ficha técnica

ISBN: 9789898927026

Autor: Carlos Alberto Moura Relvas

Editora: PUBLINDUSTRIA

Número de Páginas: 294

Idioma: Português

Data Edição: 2018

 

 

Sinopse

A impressão 3D é o aspeto mais conhecido do fabrico digital e está a revolucionar as nossas vidas e a romper com o que hoje estabelecemos para o processo de design e fabrico. Esta tecnologia pode ser usada para criar protótipos, peças simples ou produtos finais altamente sofisticados, como peças de engenharia, implantes médicos e até órgãos artificiais.

Com a impressão 3D é possível sonhar, projetar e construir em qualquer lugar ou circunstância, até na nossa própria casa, bastando um computador e uma impressora.

O livro “o mundo da impressão 3D” apresenta a tecnologia de impressão 3D e todo o seu potencial, a história e o seu aparecimento, os processos, materiais e equipamentos. Também não foram esquecidos os aspetos mais técnicos, nomeadamente os relacionados com as recomendações de fabrico e preparação do modelo digital para garantir a obtenção de bons resultados. Porque quando se fala de fabrico digital, fala-se também de maquinagem CNC e a maquinagem de alta-velocidade e estes ainda são os processos de eleição na indústria.

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Retouch3D–Análise

27 07 2018

Artigo relacionado: Moebyus AMIGO 3D – Retouching Tool

 

Muitas das vezes existe a necessidade de efetuar pequenos retoques nas impressões 3D, como retirar suportes, fundir plástico, eliminar imperfeições, perfurar, alisar ou cortar. Desenvolvido pela empresa 3D 2.0 Ltd, sediada no Reino Unido, o Retouch3D custa 135 Euros e é uma ferramenta que permite efetuar todas essas operações de forma fácil e rápida.

 

O aparelho traz consigo 5 ponteiras que podem ser fácil e rapidamente trocadas. Com o aquecimento, a temperaturas que permitem derreter plástico, as ponteiras permitem efetuar os mais diversos trabalhos de finalização. A grande diferença entre este aparelho e outros do género, como o AMIGO 3D e o MODIFI3D, é que o Retouch3D permite ao utilizador escolher a intensidade do aquecimento, através de 2 botões e de um pequeno display. Além disso, este equipamento também se diferencia dos restantes que anteriormente referi porque se liga diretamente a uma tomada eléctrica e tem um maior numero de ponteiras.

 

A 3D 2.0 Ltd enviou-me uma unidade do equipamento para análise no Blog.

 

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Pelo preço do equipamento, quase a custar tanto como uma impressora 3D low cost (como por exemplo a Anet A8) seria espectável ficar surpreendido com o produto, a todos os níveis. O equipamento vem muito bem embalado numa caixa retangular, muito cuidada. Para além do equipamento propriamente dito, vem também incluído um manual, muito bem detalhado e em várias línguas (português não faz parte) com as especificações do produto, instruções de operação e manutenção, etc.

 

Além do Retouch3D também está incluída uma peça para ajudar a trocar as ponteiras e uma base de apoio. Se pretender uma outra base, para acomodar as ponteiras, o  Retouch3D e o acessório de troca de ponteiras, poderá descarregar e imprimir este ficheiro, que foi modelado por Mark Durham e está disponível no repositório www.myminifactory.com.

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O transformador pode ser utilizado em várias regiões, nomeadamente Europa, Reino Unido e América, já que tem 3 fichas diferentes que podem ser facilmente trocadas.

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Para além do PLA, que é o material mais utilizado na Impressão 3D, o Retouch3D pode ser também utilizado com outros materiais como ABS, materiais baseados em resinas e entre outros. O facto de o utilizador poder definir a intensidade da temperatura, entre 10 níveis diferentes, permite utilizar o aparelho num leque muito alargado de materiais, até mesmo em outras áreas que não a Impressão 3D.

 

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Comparativamente ao AMIGO 3D e ao MODIFI3D, o Retouch3D é mais robusto,  consistente e ergonómico. A grande vantagem está mesmo na possibilidade de definir a intensidade da temperatura das ponteiras, para além de ter a possibilidade de ligar diretamente à corrente elétrica e assim não depender nem de pilhas nem de uma porta USB. Comparativamente aos seus concorrentes, que custam várias vezes menos (quer o AMIGO 3D quer o MODIFI3D custam cerca de 30 Euros), o Retouch3D tem, na minha opinião, um preço algo exagerado. Apesar das suas claras vantagens face aos outros dois produtos concorrentes que já testei, o Retouch3D deveria ser mais barato.

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O Retouch3D pesa 100g e tem as dimensões de 170mm X 43mm X 32mm.

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BQ Witbox Go!–Análise

13 02 2018

A BQ, experiente na área de impressão 3D, anunciou há alguns meses a nova impressora Witbox Go!. Esta impressora, que chegou recentemente ao mercado, promete simplificar esta tecnologia elevando a experiencia de utilização a outro patamar. A BQ enviou-me uma Witbox Go!, completamente nova, para ser analisada no Blog. Agradeço à BQ e à Sandra Coelho do departamento de Marketing.

 

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O que acrescenta esta nova impressora ao mercado? Bem, muitas coisas. A começar pelo seu design extremamente apelativo com traços minimalistas. Nada de cabos à vista, ventoinhas, parafusos, transformadores, motores e correias. Esta impressora é muito atraente. Apenas tem um botão e um led que muda de cor conforme a operação que está em curso. Encaixa bem em qualquer sala de estar ou escritório transmitindo uma imagem moderna e inovadora. Prova do seu design é o premio internacional de design Red Dot, que lhe foi atribuído.

 

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Facilmente se perceberá, até porque a BQ tem outras impressoras disponíveis no mercado, que a Witbox Go! é uma impressora focada num determinado segmento de mercado e não entra em guerra direta com outros modelos orientados para outro tipo de utilizadores. A BQ Witbox Go! não é de todo focada no universo de makers. Esta impressora é fechada a modificações e por isso foca-se essencialmente a quem privilegia o design, a simplicidade de utilização e não se incomoda com as suas características e limitações.

 

Esta impressora provavelmente será uma das impressoras mais simples que atualmente existirá no mercado. Vem completamente montada e o objetivo é que em poucos minutos o utilizador possa começar a imprimir sem grandes complicações.

 

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A Witbox Go! é pequena e leve, pesando apenas 5 Kg. Incorpora Android como sistema operativo/firmware, o que permitiu à BQ melhorar e simplificar a experiencia de utilização. As novidades não se ficam por aqui. A impressora liga-se à rede domestica, via WiFi e possui tecnologia NFC para identificar as bobinas que são colocadas na impressora e a quantidade de filamento disponível. Tudo, claro está, para facilitar a sua utilização. Apesar de não encontrar evidenciado no site da BQ, a impressora também tem um interface Bluetooth que, pelo que pude perceber, é utilizado apenas para a configuração inicial da impressora, através de um smartphone ou tablet com Android, quando esta ainda não está ligada à rede Wi-Fi.

 

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Embalamento e conteúdo da caixa

O embalamento da impressora é exemplar sendo notória a atenção que a BQ dedica a esta questão. É fácil retirar a impressora e os acessórios da caixa. A impressora vem devidamente protegida, com o modo de transporte ativado, para evitar problemas durante o transporte. Na caixa tudo está no no seu devido lugar. Juntamente com a máquina e plataforma de impressão vem um cabo USB para ligar a impressora ao computador, uma bobina de filamento, um modelo 3D exemplo (um barco que é utilizado como benchmark), um guia de iniciação, documentação sobre a garantia, uma espátula e um adaptador para tomadas dos EUA. O processo inverso, de colocar a impressora e todos os restantes itens dentro da caixa, também é muito simples e rápido, sendo necessário previamente voltar a colocar a impressora no modo de transporte. Neste modo a plataforma sobe totalmente e por baixo dela é colocada a caixa que contém tudo o resto.

 

 

 

Software – Instalação, inicialização da impressora e utilização

A BQ produziu internamente uma aplicação, denominada de Zetup, para Windows, Linux e Android. Não existe, pelo menos por agora, aplicação para iOS, o que dificulta a vida a quem utilizar equipamentos Apple, que é o meu caso. Como não tenho nenhum equipamento com Android, comecei inicialmente por utilizar o Windows. A experiencia com o software não foi das melhores, principalmente em Windows e Linux. Isso explica o porquê de ter imprimido vários barquinhos iguais, que é possível ver nas várias imagens deste artigo. Nas primeiras horas, sem ter a possibilidade de enviar para a impressora novos modelos, apenas conseguia imprimir o barco, já que este é o único modelo que vem na memória da impressora.

 

Após descarregar o Zetup do site da BQ, o processo de instalação não foi pacifico já que o instalador não passava dos 88%, mesmo após aguardar bastante tempo. Repeti o processo mais de uma vez e, por mais tempo que esperasse, não era concluído. Para tentar ultrapassar, tentei alguns procedimentos como executar o instalador com outro utilizador do Windows, renomear a pasta criada pelo instalador, executar o instalador “como Administrador”, alterar permissões na pasta. Não sei exatamente qual era o problema, mas após tentar novamente, o instalador acabou por avançar até aos 100%. Problemas resolvidos … pensava eu :) Posteriormente, após executar a aplicação foi mostrado o assistente que permite configurar a impressora para posteriormente adicionar a mesma à rede WiFi. Este assistente necessita que exista uma conexão por cabo USB, com a impressora. Aqui também não correu muito bem. A impressora não era detetada no Windows. O gestor de dispositivos mostrava um dispositivo com problemas. Não culpando o software da BQ, até porque muitas das vezes o problema está na instabilidade e especificações do sistema do utilizador (no meu caso utilizo Windows 7 que para além de não estar inicialmente atualizado ao máximo estava algo instável derivado da instalação ter vários anos), a impressora acabou de ser detetada após instalar os drivers ADB (que também estão disponíveis no site da BQ) e o “habitual“ ligar e desligar o equipamento, trocar de porta USB, etc.. Não sei se era obrigatório instalar os drivers ou se era suposto o software Zetup tratar deste passo. O que é certo é que mais este problema foi ultrapassado. A impressora passou a ser detetada via cabo USB.

 

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Impressão 3D – Uma revolução tão grande como foi a Internet

2 02 2018

Excelente artigo do jornalista Edgar Caetano, do jornal electrónico Observador, sobre Impressão 3D e o impacto que esta tecnologia tem e que se estima que virá a ter na industria, economia e na nossa sociedade. Este artigo é um excelente overview sobre esta tecnologia, de onde destaco:

 

“… o diretor-geral da HP Portugal afirmou que “dificilmente conseguimos imaginar, nos dias de hoje, uma tecnologia que vá ter uma repercussão tão grande na economia e na indústria de produção como a impressão 3D”. “Vai ser um dos grandes impulsionadores da quarta revolução industrial”, afirmou José Correia …”

“… podem evaporar-se até 40% das trocas comerciais entre os países …”.

 

 

 

Fonte: observador.pt

O investimento em impressão 3D está a crescer ao triplo da velocidade da produção tradicional na indústria. A "revolução" está a chegar, garantem especialistas citados num relatório do banco ING.

 

Daqui a menos de 20 anos, um em cada dois produtos industriais será impresso em 3D. Isto diz-lhe pouco? Pois: “quando a Internet foi inventada, poucas pessoas imaginaram o impacto enorme que ela teria na forma como vivemos e trabalhamos. A impressão 3D pode ser uma repetição da História“. A frase é de um economista do banco holandês ING que elaborou um relatório aprofundado sobre a impressão 3D e sobre as últimas inovações nesta área, capazes de levar esta tecnologia da “infância” atual para uma revolução comparável à Internet. Uma preocupação fundamental do relatório é a seguinte: quando tudo for impresso em 3D, localmente, o que é que vai ser do comércio entre os países ou, por outras palavras, com que é que se vai encher os navios-contentores?

 

 

Em entrevista por telefone com o Observador, Raoul Leering, economista do ING especializado em comércio internacional e autor do relatório, afirma que com a impressão 3D podem evaporar-se até 40% das trocas comerciais entre os países — não só as que viajam em navios-contentores mas por qualquer outra via. Se a impressão 3D evoluir tão rapidamente quanto se prevê no estudo, quase metade dos produtos irá deixar de ser fabricada num país e, depois, viajar até mais perto do consumidor final. Vão passar a ser impressos muito mais perto do local onde vão ser consumidos — desde peças de automóveis até comida, passando por roupa e calçado, próteses de ossos ou, mesmo, órgãos internos.

 

Imagine o seguinte cenário, muito simples: o leitor comprou um smartphone novo e precisou de uma capa protetora. Foi a um centro comercial, a uma retalhista ligada à tecnologia e escolheu uma capa que lhe pareceu ser robusta e com um design de que gostou, embora não tenha sido concebida a pensar em si. Alguém que nunca irá conhecer na vida desenhou aquela capa com o objetivo de atrair o maior número de pessoas, investiu-se na criação de um molde, o produto foi fabricado aos milhares, no modelo tradicional, num qualquer país longínquo, e aquele modelo viajou até à sua mão (e, também, até à mão do cliente seguinte, que também gostou daquela capa).

 

Num modelo clássico de economia linear, vai andar com a capa protetora até ela se estragar ou até se fartar dela, e aí o processo volta ao início. Num futuro em que a impressão 3D é dominante, as coisas vão mudar.

 

Com a impressão 3D, em vez de ir à loja (física ou online) e escolher uma capa entre aquelas de que há stock, a única coisa de que precisa é de um ficheiro que pode encontrar nas dezenas de sites que já existem de modelos para impressão 3D, como o Thingiverse.com, e fazer o mesmo que faz quando quer imprimir um conjunto de fotografias: vai ao mesmo centro comercial mas em vez de escolher uma capa entre o stock disponível, dirige-se a uma loja onde a sua capa favorita pode ser impressa em poucas horas. Melhor: com o crescimento deste mercado e das apps associadas, não será preciso um curso de engenharia para saber criar uma capa ao seu gosto ou, pelo menos, fazer adaptações personalizadas que vão torná-la verdadeiramente única.

 

E até poderá nem precisar de sair de casa para receber aquela capa. Nos últimos anos, impressoras 3D que não custam mais do que algumas centenas de euros passaram a poder ser compradas lá para casa, já com alguma capacidade para criar produtos com qualidade razoável. Contudo, não será tanto por aí, para já, segundo o diretor-geral da HP Portugal, uma das empresas mais conhecidas na área das impressoras não só industriais mas, também, domésticas. Para José Correia, o modelo dos service providers, os prestadores de serviço como a impressão de fotografias, é o que faz mais sentido no curto prazo e no paradigma de consumo que hoje existe, diferente de há algumas décadas, em que mais se contrata serviços do que se compra produtos.

 

 

Apesar de a tecnologia já existir há várias décadas, nos últimos anos têm-se registado várias inovações técnicas e uma multiplicação do investimento neste segmento, um indicador de que a tecnologia está finalmente a dar “o salto”. “A impressão 3D ainda está na infância, pelo que ainda tem um impacto pequeno no comércio internacional, mas isto vai mudar quando a impressão 3D de alta velocidade fizer com que passe a ser viável a produção em grande escala com impressoras 3D“, afirma Raoul Leering, acrescentando que esse momento está iminente: “os primeiros passos técnicos já foram dados”.

 

Numa apresentação a um grupo de jornalistas, em Oeiras, na semana passada, o diretor-geral da HP Portugal afirmou que “dificilmente conseguimos imaginar, nos dias de hoje, uma tecnologia que vá ter uma repercussão tão grande na economia e na indústria de produção como a impressão 3D”. “Vai ser um dos grandes impulsionadores da quarta revolução industrial”, afirmou José Correia, no dia em que celebrou uma parceria com uma empresa da Marinha Grande — a 3D Ever — para ser o primeiro revendedor autorizado da gama de impressoras 3D industriais da HP, a tecnologia MultiJet Fusion.

 

“A HP está atenta ao mercado da impressão 3D há muito tempo”, assinalou José Correia. Mas, reconhece o diretor-geral da HP Portugal, “demorámos algum tempo porque acreditámos que a tecnologia que existia naquele momento não era a tecnologia que nós víamos para desenvolver esta área”. Isso está agora a mudar, e a HP Portugal tem vindo a apresentar vários modelos de impressoras 3D que vão ajudar a trilhar o caminho até a uma maior massificação deste modo de produção revolucionário. Isso passa não só pelas máquinas mas, também, pelos materiais cada vez mais polivalentes e acessíveis.

 

Materiais mais polivalentes, mais resistentes e mais baratos. E técnicas de impressão cada vez mais sofisticadas, incluindo de peças móveis. FOTO: Edgar Caetano/OBSERVADOR

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AS MÁQUINAS DE IMPRESSÃO 3D DA HP CHEGARAM FINALMENTE A PORTUGAL

26 01 2018

Fonte: FUTURE BEHIND

RUI DA ROCHA FERREIRA – JANEIRO 23, 2018

 

A intenção de entrar no mercado da impressão 3D foi assinalada pela primeira vez em 2014, pela voz da diretora executiva, Meg Whitman. Mas foi preciso esperar dois anos para ver materializada a estratégia da Hewlett-Packard relativamente à impressão 3D. A expectativa sempre foi muito grande: no final de contas estamos a falar de uma das empresas com maior tradição e volume de vendas no sector da impressão.

 

 

Provavelmente os consumidores gostariam de ver uma marca conhecida a criar um produto numa área que nos últimos anos mostrou potencial. Acontece que a HP disse logo à partida que este não seria o seu jogo – a tecnológica iria focar-se no mercado empresarial e seria nesse domínio no qual tentaria acrescentar valor.

Agora a aposta da HP neste segmento está finalmente disponível em Portugal – a tecnológica anunciou hoje, 23 de janeiro, o seu primeiro revendedor oficial para o mercado português. A empresa 3D Ever tem disponíveis os três modelos de impressoras 3D da HP – as Jet Fusion 3D 3200, 4200 e 4210.

A gestora de produto da 3D Ever, Carina Ramos, confirmou que em Portugal já foram vendidas três impressoras 3D da HP, mas os equipamentos ainda não foram instalados e por isso não estão ativas. Segundo a responsável do parceiro de canal da HP, demora cerca de 30 dias entre o processo de contactar a empresa, fazer os primeiros testes, avançar para a compra e para a posterior instalação da impressora.

“Dificilmente conseguimos imaginar hoje em dia uma tecnologia que vai ter uma repercussão tão grande na indústria da produção. A impressão 3D vai ser um dos grandes impulsionadores da quarta revolução industrial”, salientou em conferência o diretor-geral da HP Portugal, José Correia.

“A HP está atenta à tecnologia 3D há muito tempo. Demorámos algum tempo porque acreditávamos que a tecnologia que existia não era a tecnologia com a qual nos víamos a desenvolver toda esta área”, reforçou o executivo.

A responsável de canal da HP para a Península Ibérica no segmento da impressão 3D, Inma Vazquez, admitiu que este ainda é um mercado de pouco volume, mas é um mercado que pode ajudar a tecnológica a fincar pé no sector da produção e da manufatura, que a nível global está avaliado em 12 biliões de dólares.

“O nosso objetivo é chegar à manufatura, à produção de peças de plástico”, defendeu Inma Vazquez.

 

Exemplo de um modelo de um coração impresso a três dimensões e que pode ajudar os médicos a prepararem melhor as suas operações. #Crédito: Future Behind

 

Atualmente as impressoras 3D da HP só imprimem em plástico, plástico esse que pode ter diferentes propriedades mediante a adição de componentes com propriedades específicas ao material de impressão. No entanto foi revelado que ainda este ano a gigante norte-americana vai anunciar uma impressora 3D capaz de imprimir metal.

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Blocks Zero–1 ano a imprimir

13 01 2018

Faz precisamente um ano que comprei a Impressora Blocks Zero, da Blocks Technology. Se ainda não conhece esta Impressora 3D, leia este artigo.

Após todo este tempo a imprimir, seguramente a máquina já terá acumuladas mais de 1000 horas de funcionamento (a uma média de 3 horas por dia) e já imprimiu algumas centenas  que demoraram de modelos, desde simples,apenas alguns minutos, até modelos mais complexos que demoraram várias horas para serem completados. Foram utilizados vários tipos de filamento, desde PLA “normal”, até madeira, filamento flexível, fluorescente, cobre, entre outros.

É impressionante a fiabilidade que uma impressora com um custo tão reduzido, de aproximadamente 350 Euros, consegue ter. Passado um ano esta impressora ainda continua a ser uma excelente opção a ter em conta. Primeiro pela sua fiabilidade, mas também pela relação qualidade/preço, que é imbatível.

 

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Apesar de ter sido maioritariamente pensada para o universo dos makers, já que normalmente é vendida em KIT para ser posteriormente montada pelo utilizador, se este não estiver familiarizado com projetos DIY (Do It Yourself/Faça você mesmo), recomendo fortemente que questione a Blocks Technology se pode enviar a impressora já montada. Penso que no meu caso, que comprei a impressora já montada por não estar assim tão interessado no processo de montagem, foi o segredo do sucesso. Apesar de o processo de montagem estar muito bem documentado e ser aparentemente rápido e fácil, a verdade é que muitos utilizadores não estão propriamente interessados nele. Querem apenas começar a imprimir com a melhor qualidade possível, logo depois de tirar a impressora da caixa.

Por acompanhar vários grupos do Facebook relacionados com impressão 3D, noto que muitos utilizadores, principalmente com as impressoras em KIT, passam mais tempo no processo de montar/desmontar, afinar e trocar componentes, do que propriamente a imprimir. Pelo menos com esta impressora isso não acontece. Imprime (bem) logo ao sair da caixa (no caso de comprar montada), e a qualidade de impressão é constante ao longo do tempo.

 

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Devido ao facto de a Blocks Technology ter muito pouca expressão no mercado, nomeadamente no mercado mundial, a comunidade de utilizadores é muito reduzida e daí resulta que não exista interação e partilha de recursos. Veja-se o caso da impressora Monoprice MP Select Mini 3D Printer, muito popular nos EUA devido à sua relação qualidade/preço imbatível. Esta impressora (versão 2), que custa pouco mais de 200 Dólares (178 Euros sensivelmente), vem completamente montada e pronta e utilizar. Possui muita tecnologia que vai desde mesa aquecida, WiFi e até um ecrã a cores. A gigantesca comunidade de utilizadores partilham recursos e criam vários grupos de entreajuda no Facebook e outras páginas como esta que possui de tudo um pouco, desde manuais, melhorias, firmware, tutoriais, resolução de problemas, perfis para software de slicing, ente outros.

 

Após 1 ano a impressora continua tão precisa e consistente como inicialmente. Nunca tive sequer que apertar um parafuso ou fazer qualquer tipo de alteração à impressora. Em baixo, fruto da minha experiencia com esta impressora, evidencio alguns aspectos positivos e menos positivos, sugestões de melhoria, assim como alguns problemas enfrentados.

 

 

Aspectos positivos

  • Só foi necessário calibrar a impressora uma ou duas vezes durante todo este tempo. Mesmo após transportar a impressora ou mover a mesma de sitio, não foi necessário logo naquele momento calibrar a plataforma de impressão.
  • A fiabilidade e precisão continua impecável, depois de todo este tempo.
  • Existiram pelo menos três atualizações de firmware, que optimizaram o processo de load/unload do filamento entre outras melhorias, assim como corrigiram alguns problemas. Detalhes aqui.
  • Muito raramente a impressora teve comportamentos erráticos. Desligar a impressora, voltar a ligar e repetir a impressão resolveram o problema.

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