Entrevista a Sérgio Sereno da PrimaveraBSS

20 02 2018

Entrevista a Sérgio Sereno, Technical Manager da PrimaveraBSS.

 

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Carlos Moreira – Sérgio, o que fazes atualmente na Primavera e em que sentido participas na construção do produto que chega até ao cliente final?

Sérgio Sereno – Atualmente desempenho as funções de Technical Manager, onde estou responsável pela coordenação da equipa que está a construir a nova oferta do ERP da PRIMAVERA para a cloud.

 

 

CM – Sentes que a Cloud ainda continua a ser temida e ter pouca atenção por parte das organizações devido a questões relacionadas com a privacidade?

SS – Penso que o problema de adoção de soluções cloud nativas por parte das medias e grandes organizações está por um lado no receio dos dados ficarem de certa forma mais expostos e fora do controlo. Obviamente que isto e a perceção que temos, pois estando toda a informação dentro de portas existem mais riscos do que na cloud, isto porque muitas organizações não tem tão boas soluções de redundância, backup e controlo de intrusão como uma plataforma como Microsoft Azure, Amazon ou Google Cloud tem. Por outro lado porque existe muito investimento já feito hoje em hardware e software que é necessário rentabilizar, sendo que a troca do software nativo por cloud irá acontecer naturalmente quando se colocar a renovação das infraestruturas.

 

 

CM – Com a tecnologia a evoluir a um ritmo alucinante, como imaginas que será o software ERP daqui por 10 anos e em que sentido tecnologias como a Inteligência Artificial, IoT, Cloud, Mobile, Blockchain e Social Business podem contribuir para a sua evolução?

SS – Penso que passaremos de um modelo passive para um pró-activo. Isto é, hoje temos muito informação nos sistemas de informação que nos ajudam a extrair informação sobre o passado da empresa, o chamado histórico. No futuro vamos ter modelos que vão aprender com as ações dos utilizadores e os vão alertar para as consequências e impactos de decisões tomadas hoje terão no futuro, aos mesmo tempo que propõe soluções.

 

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CM – Portugal estará certamente na linha da frente no que diz respeito à legislação que as aplicações de faturação e os ERPs têm que cumprir e dar resposta. Achas que o futuro passará por ser a própria Autoridade Tributária e outros organismos estatais a criar e fornecer as ferramentas necessárias às organizações, passando o software de gestão desenvolvido pelos fabricantes tradicionais a ser visto como opcional?

SS – Não. Acho que caminhamos para um modelo colaborativo, onde os ERP’s dos vários fabricantes podem consumir e alimentar diretamente serviços que a própria AT irá disponibilizar.

 

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