Parrot FreeFlight Pro-Configuração da Altitude no Flight Plan

7 02 2019

O Flight Plan é uma funcionalidade da App Parrot FreeFlight Pro, que permite a programação de rotas e a aterragem do drone de forma automática. Esta App, e a funcionalidade Flight Plan, são compatíveis com vários drones da Parrot, nomeadamente com o Disco, o drone que neste momento possuo.

 

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Basicamente no Flight Plan o piloto configura a altitude e os pontos pelos quais o drone deve passar. Depois de configurar um plano de voo e executar o mesmo, o drone irá cumprir o plano sem qualquer intervenção por parte do operador, ainda que este possa cancelar o mesmo durante o voo. No caso dos drones multirotor da Parrot, como o Bebop 2 por exemplo, é ainda possível definir a velocidade do drone entre os vários pontos do plano, entre outras opções.

 

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Neste post pretendo explicar que é muito importante definir uma altitude correta para todos os pontos de um plano de voo, dado que a altitude é sempre relativa ao ponto de partida. Não tenho a certeza se esta informação está claramente evidenciada na documentação da aplicação. Pelo que li a Parrot chama a atenção para o utilizador ter em atenção na planificação de um plano de voo, no que diz respeito à possibilidade de existirem obstáculos pelo meio.

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19 01 2019

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Após os primeiros voos e algumas semanas a explorar o Parrot Disco, pretendo partilhar neste artigo mais algumas informações sobre este drone de asa fixa. O Disco continua a surpreender a cada voo, não só pela sua performance, mas também pela sua robustez, que é colocada à prova a cada aterragem.

 

 

Numero de Série

O numero de série que deve ser utilizado para o preenchimento de pedidos de autorização de voo deve ser o numero de série que é mostrado pela aplicação. O numero de série que é mostrado na caixa é o numero de série do pack (drone + comando + carregador + restantes acessórios) e por isso não deverá ser utilizado no preenchimento da documentação da ANAC, AAN e afins.

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14 12 2018

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Voar  o Parrot Disco é uma experiencia fantástica. Apesar de exigir mais cuidados e preparação comparativamente a um drone multi-rotor, o facto de poder permanecer por muito mais tempo no ar (até 45 minutos com a bateria original) é uma grande vantagem deste drone e de outros de asa fixa. Apesar de este modelo ter sido descontinuado pela Parrot, o interesse continua a ser muito grande uma vez que atualmente o Disco não tem concorrentes no segmento de mercado onde se insere. Entretanto a Yuneec, um outro fabricante de drones “domésticos”, prepara-se para lançar o Firebird FPV, um drone de asa fixa com características semelhantes às do Parrot Disco.

 

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Ao contrário dos drones da DJI, a Parrot não implementou (pelo menos até ao momento) um sistema de geofencing no Disco, embora já o tenha feito para o Anafi, um outro drone da Parrot. Este sistema, que é uma barreira virtual, restringe o voo, de forma automática, em locais onde existe regulamentação e onde não é possível voar com “total liberdade”. Através do sistema GPS o próprio drone sabe se se encontra numa zona restrita, como num aeroporto ou uma prisão por exemplo, e impede o voo, ou restringe o mesmo a determinadas condições.

 

A preparação do drone para cada voo deve ser efetuada sem pressas e sem “facilitismos”. O manual tem todo o processo bem explicado. O único procedimento em que tive dificuldades foi na calibração do drone. Este assistente, iniciado através da App FreeFlight Pro, começa por indicar em que posição o drone deve ser posicionado para iniciar a calibração do eixo do X. Inicialmente não estava a entender, mas depois percebi que a câmara deve ser apontada para o chão para o assistente avançar.

 

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A descolagem deste drone exige algum espaço. Apesar de o drone ser lançado para o ar, diretamente da mão, percorre alguns metros a baixa altitude e pode despenhar-se se não for lançado de um ângulo apropriado, com força suficiente e com vento favorável. Muito mais difícil é a aterragem, que exige, para além de muito espaço disponível (a Parrot refere 80 metros de diâmetro), preparação prévia ao nível dos procedimentos a executar pelo operador. Em 3 voos que fiz com o drone até ao momento, em 2 deles a aterragem não correu da melhor forma. No outro, a descolagem não teve êxito na primeira tentativa e o drone acabou por cair alguns metros à frente depois de ter sido lançado para o ar com um ângulo e força não suficientes. O drone tem forma de saber se aterrou de forma “programada” ou não, sendo que neste último caso ele emite um sinal sonoro que pode ser útil para o operador tentar encontrar o drone se este cair numa zona fora do contacto visual do operador. Numa das aterragens uma hélice ficou danificada e que teve que ser trocada. Embora estejam incluídas 2 hélices e os respetivos parafusos, é necessária uma chave Torx T6 para o efeito, que é facilmente adquirida em lojas que vendam ferramentas e electrónica.

 

O autopilot faz um excelente trabalho a todos os níveis, nomeadamente no que diz respeito à altitude, que é mantida sem qualquer intervenção por parte do piloto, quando este larga os comandos. Não é necessário efetuar ajustes manuais. Tudo é tratado pelo piloto automático. Isto permite que durante o voo, após o piloto posicionar o drone na altitude e direção pretendidas, este se possa concentrar mais na captação de imagem e menos no controlo do drone.

 

A utilização do RTH (Return To Home) funciona muito bem. Esta funcionalidade, que pode ser acionada pelo piloto (no comando ou na App), faz com que o drone a qualquer momento no voo volte ao ponto de partida, de forma automática, e fique a voar em movimentos circulares (loiter mode) a uma altitude de 50 metros, até que o piloto tome alguma ação. Existe a possibilidade de alterar este valor, na App, assim como a direção do drone (movimento dos ponteiros do relógio ou movimento inverso), no entanto estas configurações têm que ser efetuadas antes de levantar voo.

 

 

 

Fotos

Apesar de não ter voado ainda com o Disco nas condições meteorológicas ideais para a recolha de imagens de maior qualidade, as fotos seguintes (sem qualquer tipo de edição) são um exemplo do que é possível obter. É preciso ter em conta que o Disco, ao contrário dos drones mais recentes, como o Anafi por exemplo, não possui uma câmara 4K. O Disco é equipado com uma câmara 1080p Full HD.

Ainda enfrento alguma dificuldade em obter fotos minimamente decentes, não só pelas condições de luminosidade derivadas das condições meteorológicas, mas também pelas configurações existentes na App ao nível da exposição e equilíbrio dos brancos. 

Quanto aos formatos das fotográficas existentes na App, tive alguma dificuldade no inicio em compreender as diferenças, no entanto esta página ajudou bastante.

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Vilar de Maçada – Alijó

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