10 factos sobre o futuro da impressão 3D

20 06 2020

Fonte: www.tca.pt

 

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A evolução tecnológica da impressão 3D  transformou o que eram máquinas de prototipagem rápida em ferramentas / impressoras 3D capazes de produzir produtos finais. O que podemos esperar desta indústria no futuro?
 

 

1. “ADEUS CHINA”

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“Made in China”. Parece que tudo que temos tem este rótulo. No futuro, os fabricantes chineses vão perder para a produção local, perto do cliente. Há alguns anos atrás a Harvard Business Review publicou um artigo chamado: “A impressão 3D vai mudar o mundo” onde previa que a impressão 3D ia devolver as vantagens do mundo da produção de volta às empresas que pensam e desenvolvem os próprios produtos.

 

2. PERSONALIZAÇÃO DE PRODUTOS

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Pandemia vs Fabrico aditivo – Uma nova revolução na indústria

26 04 2020

Fonte: Exame Informática

 

"Quase por ironia, poderíamos dizer que a ‘pandemia’ é ‘amiga’ do desenvolvimento tecnológico pois incita nos investigadores, nas indústrias, nos empresários e mesmo na sociedade a alteração de comportamentos e no recentrar de prioridades". A opinião de Pedro Matias, presidente do ISQ.

A tendência é global. O fabrico aditivo é um dos pilares da Indústria 4.0 e está a alterar a lógica dos processos industriais ao transformar o modo como os produtos são fabricados, com ganhos económicos, de eficácia e de sustentabilidade.

Também conhecido genericamente como impressão 3D, o Fabrico Aditivo (FA) assume hoje uma importância indiscutível para o futuro de vários setores da industria: saúde, energia, automóvel, moldes, arquitetura, aeronáutica, tecnologias da informação e comunicação ou mesmo arte, sendo cada vez mais comum o uso de impressoras 3D na produção de diversos produtos, com os mais variados materiais (plástico, resina, cerâmica ou metal) e com ganhos evidentes: redução de resíduos e eficiência de custos, com maior qualidade e produtividade.

 

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Por exemplo, no sector dos ‘moldes’, em que Portugal é altamente competitivo e forte, a impressão 3D vai revolucionar por completo toda esta fileira na medida em que muitos dos componentes que hoje em dia são feitos com moldes e injeção, passarão a ser literalmente ‘impressos’ diretamente nas linhas de produção do cliente final.

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3D ADDITIVE EXPO-Feira de Impressão 3D e fabrico aditivo

19 02 2020

Irá ter lugar na ExpoSalão, na Batalha, entre os dias 19 a 21 de Março de 2020 (das 10h às 19h), a 3D ADDITIVE EXPO, uma feira dedicada à Impressão 3D e ao fabrico aditivo. Esta feira, totalmente dedicada a esta tecnologia, pode ser visitada por profissionais e por não profissionais, sendo que neste último caso o preço do bilhete é de 6 EUR (interdita a entrada a crianças menores de 12 anos).

 

Em baixo partilho o press release.

 

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Fonte: ExpoSalão

 

Decorrerá de 19 a 21 de Março, na ExpoSalão, Batalha  uma feira do foro industrial e tecnológico, com 2 temas distintos, mas complementares: A impressão 3D e a industria 4.0.

A 3D ADDITIVE EXPO será a primeira feira realizada em Portugal dedicada em exclusivamente ao fabrico aditivo e à impressão 3D e promete surpreender os mais diversos sectores onde tem aplicações, que vai desde a indústria dos plásticos e moldes, engenharia automóvel e aeroespacial, produtos de electrónica de consumo, sector médico e odontológico até à joalharia e relojoaria.

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BEEVERYCREATIVE e Blocks Technology–Novas Impressoras 3D a caminho

11 09 2018

Reconhecidos pela qualidade e fiabilidade seus produtos, os 2 fabricantes portugueses de Impressoras 3D, BEEVERYCREATIVE e Blocks Technology preparam-se para lançar em breve novas Impressoras 3D.

 

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Estas novas Impressoras, que são uma evolução dos modelos atuais, trazem várias novidades que, apesar de parecerem insignificantes, acabam por representar passos importantes rumo à simplificação desta tecnologia. As melhorias e as novas funcionalidades permitem não só melhorar a experiencia de utilização, que é ainda um entrave que impede que esta tecnologia chegue a mais consumidores, mas também aumentar a qualidade final dos projetos e ao mesmo tempo reduzir os tempos de impressão.

 

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Estas Impressoras, que vão passar a ser os modelos mais avançados de ambos os fabricantes, têm grandes melhorias relativamente aos modelos anteriores. Destaco o sistema de auto-calibração da plataforma de impressão e o sensor de filamento. Duas novas funcionalidades que acrescentam mais valor.

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Filamento de Impressão 3D Moebyus-Análise

27 08 2018

Moebyus Machines, S.L.A Moebyus, fabricante espanhol de Impressoras 3D, acessórios, componentes e filamento, enviou-me 1 bobina de 500 gramas de filamento PLA (1,75 mm de diâmetro), cor Dark Orange. Utilizei este filamento numa impressora Blocks Zero. O preço deste filamento é de 14,50 EUR. Os portes de envio para Portugal tem o custo de 6,5 EUR.

 

Para além de PLA, o material mais utilizado na Impressão 3D doméstica, a Moebyus também produz filamento de outros materiais como ABS, HIPS, PETG, PVA, TPE, TPU e Wood. Quanto ao diâmetro a Moebyus disponibiliza 1,75mm e 3mm.

 

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O embalamento do filamento, como é habitual, é efetuado a vácuo, com uma saqueta de sílica para absorver humidade.

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O processo de utilizar um novo filamento funciona normalmente pelo método de tentativa e erro até encontrar os parâmetros ideais, como temperatura, velocidade, etc. O intervalo de temperaturas indicadas pelos fabricantes é por norma bastante alargado. Neste caso a Moebyus indica que este filamento deve ser utilizado entre 190º e 230º. No meu caso, entre 235 e 240º verifiquei que a qualidade era satisfatória para mim, por isso imprimi quase sempre neste intervalo de temperaturas, apesar de anteriormente ter tentado outras temperaturas inferiores, com resultados menos positivos. Ao nível da velocidade imprimi quase sempre, em média, a 40mm/s.

 

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Na impressão deste barco, denominado de 3DBenchy e utilizado normalmente para aferir a qualidade da impressão, utilizei primeiramente um outro filamento roxo, e só depois o filamento cor de laranja.

 

O enrolamento do filamento na bobina, apesar de não ser tão perfeito como por exemplo nas bobinas BQ Easy Go, não revelou problema algum e nenhuma impressão das várias dezenas que fiz foi interrompida por problemas desta ordem.

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Livro O Mundo da Impressão 3D e o Fabrico Digital

27 08 2018

O primeiro livro sobre Impressão 3D editado em Portugal já se encontra no mercado. O Mundo da Impressão 3D e o Fabrico Digital, do autor Carlos Relvas, poderá ser adquirido na loja online Booki. O custo é de cerca de 25 Euros.

 

Clique na imagem em baixo para consultar alguns excertos do livro. Em alternativa clique aqui para descarregar um ficheiro PDF.

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Fonte: www.booki.pt

 

Ficha técnica

ISBN: 9789898927026

Autor: Carlos Alberto Moura Relvas

Editora: PUBLINDUSTRIA

Número de Páginas: 294

Idioma: Português

Data Edição: 2018

 

 

Sinopse

A impressão 3D é o aspeto mais conhecido do fabrico digital e está a revolucionar as nossas vidas e a romper com o que hoje estabelecemos para o processo de design e fabrico. Esta tecnologia pode ser usada para criar protótipos, peças simples ou produtos finais altamente sofisticados, como peças de engenharia, implantes médicos e até órgãos artificiais.

Com a impressão 3D é possível sonhar, projetar e construir em qualquer lugar ou circunstância, até na nossa própria casa, bastando um computador e uma impressora.

O livro “o mundo da impressão 3D” apresenta a tecnologia de impressão 3D e todo o seu potencial, a história e o seu aparecimento, os processos, materiais e equipamentos. Também não foram esquecidos os aspetos mais técnicos, nomeadamente os relacionados com as recomendações de fabrico e preparação do modelo digital para garantir a obtenção de bons resultados. Porque quando se fala de fabrico digital, fala-se também de maquinagem CNC e a maquinagem de alta-velocidade e estes ainda são os processos de eleição na indústria.

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Retouch3D–Análise

27 07 2018

Artigo relacionado: Moebyus AMIGO 3D – Retouching Tool

 

Muitas das vezes existe a necessidade de efetuar pequenos retoques nas impressões 3D, como retirar suportes, fundir plástico, eliminar imperfeições, perfurar, alisar ou cortar. Desenvolvido pela empresa 3D 2.0 Ltd, sediada no Reino Unido, o Retouch3D custa 135 Euros e é uma ferramenta que permite efetuar todas essas operações de forma fácil e rápida.

 

O aparelho traz consigo 5 ponteiras que podem ser fácil e rapidamente trocadas. Com o aquecimento, a temperaturas que permitem derreter plástico, as ponteiras permitem efetuar os mais diversos trabalhos de finalização. A grande diferença entre este aparelho e outros do género, como o AMIGO 3D e o MODIFI3D, é que o Retouch3D permite ao utilizador escolher a intensidade do aquecimento, através de 2 botões e de um pequeno display. Além disso, este equipamento também se diferencia dos restantes que anteriormente referi porque se liga diretamente a uma tomada eléctrica e tem um maior numero de ponteiras.

 

A 3D 2.0 Ltd enviou-me uma unidade do equipamento para análise no Blog.

 

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Pelo preço do equipamento, quase a custar tanto como uma impressora 3D low cost (como por exemplo a Anet A8) seria espectável ficar surpreendido com o produto, a todos os níveis. O equipamento vem muito bem embalado numa caixa retangular, muito cuidada. Para além do equipamento propriamente dito, vem também incluído um manual, muito bem detalhado e em várias línguas (português não faz parte) com as especificações do produto, instruções de operação e manutenção, etc.

 

Além do Retouch3D também está incluída uma peça para ajudar a trocar as ponteiras e uma base de apoio. Se pretender uma outra base, para acomodar as ponteiras, o  Retouch3D e o acessório de troca de ponteiras, poderá descarregar e imprimir este ficheiro, que foi modelado por Mark Durham e está disponível no repositório www.myminifactory.com.

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O transformador pode ser utilizado em várias regiões, nomeadamente Europa, Reino Unido e América, já que tem 3 fichas diferentes que podem ser facilmente trocadas.

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Para além do PLA, que é o material mais utilizado na Impressão 3D, o Retouch3D pode ser também utilizado com outros materiais como ABS, materiais baseados em resinas e entre outros. O facto de o utilizador poder definir a intensidade da temperatura, entre 10 níveis diferentes, permite utilizar o aparelho num leque muito alargado de materiais, até mesmo em outras áreas que não a Impressão 3D.

 

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Comparativamente ao AMIGO 3D e ao MODIFI3D, o Retouch3D é mais robusto,  consistente e ergonómico. A grande vantagem está mesmo na possibilidade de definir a intensidade da temperatura das ponteiras, para além de ter a possibilidade de ligar diretamente à corrente elétrica e assim não depender nem de pilhas nem de uma porta USB. Comparativamente aos seus concorrentes, que custam várias vezes menos (quer o AMIGO 3D quer o MODIFI3D custam cerca de 30 Euros), o Retouch3D tem, na minha opinião, um preço algo exagerado. Apesar das suas claras vantagens face aos outros dois produtos concorrentes que já testei, o Retouch3D deveria ser mais barato.

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O Retouch3D pesa 100g e tem as dimensões de 170mm X 43mm X 32mm.

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EUMAKEIT-Utilize as bobinas de filamento para criar novos objetos

21 07 2018

Os utilizadores da tecnologia de impressão 3D FDM (Fused Deposition Modeling), a tecnologia mais comum na industria de impressão 3D, em que são utilizadas bobinas de filamento, estão habituados a deitar as bobinas para o lixo, quando estas já não têm filamento.

 

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E se fosse possível aproveitar as bobinas para construir novos objetos? É precisamente isso que se propõe fazer o inovador projeto EUMAKEIT da EUMAKERS, fabricante italiano de filamento para impressoras 3D. Um conceito muitíssimo interessante que permite dar uma nova vida às bobinas, que por norma, quando o filamento termina, pouca ou nenhuma utilidade têm.

 

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Para além desta característica das bobinas deste fabricante, é importante referir que estas são acompanhadas de um suporte que pode ser utilizado com as bobinas da EUMAKERS e com bobinas de outros fabricantes (desde que tenham até um determinado tamanho). Extremamente útil para utilizar as bobinas em situações em que a impressora não vem acompanhada de um suporte de bobinas (como no caso da Impressora BQ Witbox Go! por exemplo), quando o suporte de bobinas da impressora não está preparado para determinadas bobinas, ou em outras situações. A base do suporte tem 2 fitas adesivas para que o suporte fique estável e não se mova. As fitas não deixam resíduos nem estragam as superfícies e podem ser reutilizadas várias vezes.

 

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Alguns filamentos da EUMAKERS são acompanhados por esta bobina especial, que é composta por vários elementos. A bobina pode ser decomposta em 8 componentes e o suporte em 2, o que dá um total de 10 componentes, conforme a imagem em baixo  demonstra. Quando a bobina já não tiver filamento é possível desmontar a mesma em várias partes e utilizar essas mesmas partes para construir novos objetos, juntamente com a impressão de outras peças. A EUMAKERS disponibiliza no seu site uma série de projetos, algumas deles que se podem converter em autenticas obras de design. Desde suportes para tablets, headphones, cápsulas de café e rolos de papel de cozinha, até amplificadores de som para iPhone e copos para a escova de dentes, entre outros.

 

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É designer e pretende colaborar com este projeto? Basta ter uma ideia criativa e propor à EUMAKERS a publicação do seu projeto.

 

 

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Com alguns itens extra, é ainda possível ir mais longe. Que tal combinar a impressão de peças 3D, com componentes da bobina e alguns componentes elétricos para criar candeeiros?

 

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Blocks tem novas impressoras 3D e vão ser controladas pelo smartphone

10 06 2018

Fonte: www.dinheirovivo.pt

 

Empresa está a trabalhar em aplicações móveis para tentar facilitar ainda mais o uso das impressoras 3D.

 

A startup portuguesa Blocks vai lançar novas impressoras 3D no mercado em breve: o principal modelo da marca, a Blocks One, vai ter uma segunda versão, e a empresa também vai lançar versões focadas no mercado empresarial. Os planos para os novos modelos já existiam, mas o investimento de 350 mil euros da Digidelta ajudou a acelerar o plano.

 

Duarte Vasconcelos, à esquerda, segura a impressora Blocks One MKII e Alexandre Guerreiro, à direita, segura o modelo 'low cost' Blocks Zero. Foto: Carlos Costa / Global ImagensDuarte Vasconcelos, à esquerda, segura a impressora Blocks One MKII e Alexandre Guerreiro, à direita, segura o modelo ‘low cost’ Blocks Zero. Foto: Carlos Costa / Global Imagens

 

No início de julho vai ficar à venda a Blocks One MKII. O diretor executivo da startup, Duarte Freire e Vasconcelos, explicou ao Dinheiro Vivo quais as grandes diferenças relativamente ao modelo anterior.

Em primeiro lugar a impressora tem um sistema de autocalibração, o que significa que não é necessário o utilizador afinar à mão a base de impressão sempre que quer produzir algo novo. A Blocks One MKII também tem um sensor de fim de filamento – se o plástico de impressão acabar, a máquina entra em pausa e não imprime ‘em seco’. Por fim o ecrã da impressora vai apresentar um interface mais simples e fácil de usar.

Também há melhorias na construção da própria impressora: a estrutura é em dibond, um composto de alumínio, que deverá traduzir-se numa máquina mais robusta e mais precisa.

Numa pré-venda, a Blocks já comercializou 40 unidades da Blocks One MKII e no início de julho a venda vai ser feita exclusivamente através da internet. Mas até ao final do ano a Blocks pretende ter esta impressora 3D em lojas como a Worten, Media Markt e Jumbo Box – este modelo vai custar 980 euros.

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Sakata3D – Análise ao filamento PLA CHROMA-850 e PLA 850

28 05 2018

No seguimento do artigo Sakata3D – Filamento para Impressão 3D (que deve ler como introdução a este artigo), testei o filamento PLA que a Sakata3D me enviou, que foi utilizado para a impressão de algumas dezenas de modelos. Cada uma das 2 bobinas, PLA CHROMA-850 e PLA 850, tem o peso de 1 Kg e o filamento tem 1,75 mm de diâmetro (este poderá variar +/- 0,03mm).

 

O PLA é o material mais utilizado na impressão 3D doméstica que utiliza tecnologia FDM. É seguro porque tem como base materiais orgânicos renováveis, não produz odores e está disponível numa variedade muito alargada de cores. O grau de dificuldade na sua utilização é muito reduzido. Não é necessária plataforma de impressão aquecida e o warping (deformação/contração) é mais reduzido comparativamente a outros materiais. Também o baixo custo, comparativamente a outros materiais mais avançados, é uma vantagem do PLA. Este material também tem a vantagem de ser amigo do ambiente, já que é biodegradável (em determinadas condições de compostagem) tendo assim um baixo impacto ambiental.

 

O PLA da Sakata3D, baseado na matéria prima Ingeo PLA 3D850, é um PLA avançado, com melhores propriedades térmicas e mecânicas, comparativamente ao PLA standard.

 

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Nas 2 bobinas não encontrei nenhum problema relacionado com o enrolamento do filamento. Nenhuma das impressões foi abortada por problemas relacionados com esta questão.

 

No que diz respeito à aderência do filamento à plataforma de impressão e ao warping, mais uma vez nada a registar. A minha impressora, uma Blocks Zero, não tem plataforma de impressão aquecida e todas as impressões foram efetuadas sem problemas. Embora não seja obrigatório quando estamos a utilizar PLA, uma plataforma de impressão aquecida pode ser útil em determinadas situações, nomeadamente em modelos com dimensões maiores onde existe tendência para warping nas extremidades. Assim, se a sua impressora possuir uma mesa aquecida e se a pretender utilizar com este filamento, a temperatura desta deverá situar-se entre os 50°C e 70°C.

 

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Apesar deste filamento poder ser utilizado até velocidades na ordem dos 200mm/s, quase sempre imprimo, em média, a 40mm/s, o que também aconteceu com este filamento. A aderência das camadas entre si é perfeita. A quase totalidade das impressões foram efetuadas com layer de 0,2mm.

 

Quanto à temperatura do extrusor, a Sakata3D recomenda que esta se situe entre 190ºC e 230ºC. Escolhi a temperatura de 225ºC que me pareceu ser a mais adequada e que aparentemente permitiu obter melhores resultados. Apesar de não ter efetuado qualquer teste com rigor científico, fiquei com a sensação que o PLA que testei é bastante rígido.

 

 

 

 

Algumas fotos dos artigos que imprimi com o filamento PLA CHROMA-850

Relativamente a esta bobina importa referir que a minha impressora tem uma área de impressão relativamente reduzida (12cm x 14cm x 12cm) e que por esse motivo pode ser difícil de “acertar“ nas impressões escolhidas para ver o resultado em que a cor transita de uma para outra na mesma impressão. O cenário perfeito para utilizar este filamento seria utilizar uma impressora com uma grande área de impressão, nomeadamente em altura (eixo Z), e imprimir modelos suficientemente altos para utilizar várias tonalidades do filamento.

 

Nesta imagem poderá visualizar a diferença de tonalidades das cores, entre as várias camadas da bobina.

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Workshop de Modelação e Impressão 3D em 90 minutos

8 05 2018

Fontes: Francisco Mendes e Associação TICE.PT

 

É já na próxima 5ªf ás 14h00 em Aveiro. (workshop Hands on)
Os formadores Ricardo José Pereira e Francisco Mendes vão mostrar como desenvolveram um sensor IoT com a ajuda da impressão 3D e vão te explicar passo a passo como podes entrar no mundo da impressão 3D.

 

Em apenas 90 minutos vai poder ver como funciona uma impressora 3D desktop, aprender a modelar em 3D passo a passo e ver o resultado final!
Este workshop é dedicado a Estudantes, engenheiros, empresários, (…) que queiram conhecer os fundamentos da modelação e impressão 3D e tenham poucos ou nenhuns conhecimentos técnicos.

As inscrições são gratuitas mas limitadas a 20 inscrições!

 

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Sakata3D – Filamento para Impressão 3D

4 05 2018

A inovação na tecnologia de Impressão 3D tem sido enorme nos últimos anos. Uma maior e melhor oferta está agora disponível no mercado a preços mais baixos. Esta evolução estende-se obviamente ao filamento de Impressão 3D. A variedade de materiais e cores disponíveis tem vindo a aumentar cada vez mais. Os fabricantes têm feito um esforço muito grande para melhorar a experiencia de utilização desta tecnologia e eliminar ou reduzir problemas do passado.

 

Recentemente neste blog abordei duas melhorias relacionadas com o filamento, não propriamente ligadas à qualidade do mesmo, mas relacionadas com as bobinas. Neste artigo escrevi sobre o sistema Easy Go da BQ, que diminui problemas relacionados com o enrolamento do filamento nas bobinas. Neste outro artigo abordei como a EUMAKERS, um fabricante de filamento, criou uma nova bobina que permite que esta seja decomposta em várias partes e estas sejam reaproveitadas na sua totalidade para criar novos objetos ou integrar projetos de impressão.

 

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A Sakata3D Filaments é uma marca pertencente à empresa espanhola POLIMERSIA GLOBAL, S.L., sediada em Granada, que produz uma ampla gama de filamento, com vários materiais como PLA e ABS e diâmetros (1,75 e 2,85mm). Recentemente esta empresa apresentou ao mercado um produto diferenciador. Embora não tenha a certeza se será o primeiro fabricante mundial a oferecer um filamento com várias cores numa só bobina, é de facto a primeira vez que encontro este produto no mercado, apesar de no passado ter procurado em vários fabricantes e lojas por este tipo de filamento. De certo que as bobinas PLA CHROMA-850 e PLA DUO-850 marcam pela diferença e permitem criar objetos únicos, com várias cores e transições curtas e suaves entre elas. O objetivo da maior parte dos utilizadores que procuram este tipo de filamento é certamente criar objetos decorativos, como vasos por exemplo, com as dimensões suficientes onde fique visível no resultado final a transição entre várias tonalidades de cores.

 

A Sakata3D não utiliza PLA normal para produzir as suas bobinas. É utilizado PLA especial, da NatureWorks Ingeo, que tem características térmicas e mecânicas superiores ao PLA normal, no caso dos produtos da série 850. O PLA dos produtos série 870 é ainda mais avançado e pode substituir o ABS, sem a complexidade e requisitos adicionais que a impressão deste material por norma exige. Chega mesmo a superar largamente o ABS no que diz respeito à resistência térmica e propriedades mecânicas, conforme o gráfico seguinte demonstra (clique na imagem para a abrir em tamanho maior).

 

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Um outro produto diferenciador da Sakata são os produtos REFILL. Este filamento está enrolado, mas sem a bobina. O objetivo é utilizar sempre a mesma bobina “universal”, denominada de MasterSpool, compatível com o filamento de vários fabricantes, e passar a comprar apenas o filamento. O que se consegue com este sistema é, por um lado reduzir o custo do filamento uma vez que este não inclui a bobina, e por outro criar um sistema mais ecológico que evite o desperdício da maior parte das bobinas (exceção para algumas bobinas de alguns fabricantes como a EUMAKERS) em que no final da sua utilização, estas não têm qualquer utilidade e acabam por ir parar ao lixo. O link para descarregar a MasterSpool (ficheiro STL) para posteriormente imprimir está disponível na página dos produtos REFILL, nomeadamente o REFILL-850, mas também poderá aceder através deste link. Mais informações sobre o projeto MasterSpool aqui.

 

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A POLIMERSIA GLOBAL, S.L. enviou-me 2 bobinas de 1 Kg para análise (ambas de PLA e diâmetro 1,75mm). A bobina de PLA CHROMA-850, multicor (consigo identificar 4 ou 5 tonalidades distintas), tem o custo de 26,99 Euros. Para uma bobina “especial”, o preço pedido é muito bom. Afinal estamos a falar de um produto que sai fora do tradicional e não será de todo fácil de encontrar no mercado. O único senão é que não é possível escolher nem as cores que vão fazer parte da bobina nem a quantidade de cada cor. Talvez no futuro isso possa ser diferente. Este artigo só está disponível para compras através da Internet. A outra bobina é de cor purple e tem o custo de 25,75 Euros, um valor que está ajustado com o valor que normalmente é praticado.

 

As bobinas, tal como é habitual, vêm embaladas a vácuo. Está presente uma saqueta de sílica gel para absorver a humidade e manter o filamento seco. O enrolamento do filamento na bobina parece ter bastante rigor. Não se esperam problemas a este nível. Aliás, este ponto parece ser levado muito a sério pela Sakata, segundo o que é enunciado aqui.

 

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Workshops Aditivos CODI

19 04 2018

A CODI está a promover vários workshops sobre o tema da Impressão 3D. Nestes workshops poderá ficar a saber mais sobre as diferentes tecnologias, aplicações, equipamentos e soluções. O workshop em São João da Madeira já decorreu, contudo ainda vai a tempo de se inscrever no de Lisboa, em Abril, e Leiria e Porto, ambos no próximo mês de Maio. Embora o acesso seja gratuito, é necessário efetuar a inscrição. Cada workshop começa às 10:00h e tem a duração aproximada de 2 horas.

 

 

Clique na imagem para abrir a página de inscrição

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Moebyus AMIGO 3D – Retouching Tool

15 04 2018

Muitas das vezes existe a necessidade de efetuar pequenos retoques nas impressões 3D, como retirar suportes, fundir plástico, eliminar imperfeições, perfurar, alisar ou cortar. Desenvolvido pela empresa Moebyus Machines, sediada em Madrid, o AMIGO 3D custa sensivelmente 35 Euros é uma ferramenta que permite efetuar todas essas operações de forma fácil.

 

O aparelho, que é bastante leve e ergonómico, traz 3 ponteiras que podem ser facilmente trocadas. Com o aquecimento, a temperaturas que permitem derreter plástico, as ponteiras permitem efetuar os mais diversos trabalhos de finalização. O AMIGO 3D tem ainda com um led que se mostra bastante útil em situações de menor luminosidade.

 

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A Moebyus Machines enviou-me um AMIGO 3D para análise.

O aparelho é muito robusto. O seu corpo é construído em plástico (área preta) e também numa borracha (área azul) que faz com que o AMIGO 3D não escorregue da mão enquanto está a ser utilizado. O AMIGO 3D cumpre a norma CE.

 

A utilização do AMIGO 3D é muito simples. Depois de colocar as pilhas e a ponteira desejada basta mover o botão preto, de OFF para ON, e posteriormente carregar no botão azul. São apenas necessários alguns segundos para que a ponteira tenha temperatura suficiente para a poder começar a utilizar. No final basta mover o botão para OFF, se não pretender utilizar mais o equipamento no imediato. A troca de ponteiras deve ser efetuada depois de estas arrefecerem. É fornecida um pequena peça para ajudar a retirar as ponteiras.

 

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Ao contrário de outros equipamentos semelhantes, como o MODIFI3D e o Retouch3D, o AMIGO 3D funciona com 3 pilhas alcalinas AA de 1.5 V (não incluídas), o que lhe confere bastante mobilidade.

 

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WORKSHOPS DE IMPRESSÃO 3D NO BEELAB.UA (PT) – 2º SEMESTRE 2018

11 04 2018

A BEEVERYCREATIVE é uma das empresas nacionais com mais experiencia na área da Impressão 3D. O Know-how acumulado é partilhado com o exterior através dos vários Workshops gratuitos promovidos por esta empresa, que decorrem normalmente nas instalações da Universidade de Aveiro. Já participei em 2 workshops diferentes e recomendo vivamente. Os formadores são muito experientes, a interação com outros participantes é muito positiva e é o local ideal para ter um contacto direto com a esta tecnologia, quer ao nível das impressoras, quer ao nível dos vários materiais e das suas diferenças.

 

 

Fonte: BEEVERYCREATIVE

Queres saber mais sobre o fascinante mundo da Impressão 3D?

Os nossos Workshops Gratuitos de Impressão 3D no BEElab.UA vão decorrer nos próximos meses, participa num dos workshops que temos agendados

 

Workshops de Impressão 3D no BEElab.UA

 

Como a Impressão 3D nos apaixona, a BEEVERYCREATIVE quer partilhar conhecimento e experiência enriquecedoras contigo!

 

À semelhança dos workshops que desenvolvemos anteriormente, preparámos uma série de workshops gratuitos para os próximos meses que te permitirão saber mais sobre a Impressão 3D e as suas potencialidades!

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Filamento PLA BQ Easy Go

8 03 2018

De entre as muitas variáveis que podem fazer com que uma impressão 3D seja mal sucedida, ou não tenha o resultado esperado, está o entrelaçamento do filamento nas bobinas.

 

Imagine que vai imprimir um determinado modelo e que o tempo estimado para a conclusão do mesmo são 15 horas. O mais certo é que durante todo o este tempo o utilizador não fique junto à impressora a observar o processo de impressão. É comum acompanhar apenas os primeiros minutos para garantir que as primeiras camadas são impressas corretamente e depois deixar a impressora fazer o seu trabalho. Agora imagine que após as 15 horas estimadas, verifica que a impressão não foi concluída com sucesso porque a impressora deixou de conseguir puxar o filamento da bobina por este estar entrelaçado. É no mínimo frustrante, para além da perda de tempo e do consumo de filamento que vai diretamente para o lixo.

 

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Quem conhece o mundo da impressão 3D há algum tempo certamente já passou por esta situação desagradável. Faz parte do processo de aprendizagem associado a esta tecnologia que tem muito de “tentativa e erro”.

 

Nas bobinas com este problema, para impedir que isto aconteça, o utilizador tem que estar constantemente junto da impressora para manualmente ir desbloqueando o filamento à medida que tal vai sendo necessário. Ainda que seja possível fazer isto, em certas circunstâncias não é de todo viável ficar preso o tempo todo à impressora, principalmente em trabalhos de impressão de muitas horas.

 

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Consciente deste problema, comum a vários fabricantes, a BQ passou a disponibilizar uma nova gama de bobinas de filamento denominadas de Easy Go. Segundo a BQ as novas bobinas são produzidas com um novo sistema de enrolamento que é dos mais rápidos e inovadores do mundo, contando com um sistema de sensores de fibra ótica para definir o enrolamento do filamento na bobina de forma rápida e precisa.

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BQ Witbox Go!–Análise

13 02 2018

A BQ, experiente na área de impressão 3D, anunciou há alguns meses a nova impressora Witbox Go!. Esta impressora, que chegou recentemente ao mercado, promete simplificar esta tecnologia elevando a experiencia de utilização a outro patamar. A BQ enviou-me uma Witbox Go!, completamente nova, para ser analisada no Blog. Agradeço à BQ e à Sandra Coelho do departamento de Marketing.

 

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O que acrescenta esta nova impressora ao mercado? Bem, muitas coisas. A começar pelo seu design extremamente apelativo com traços minimalistas. Nada de cabos à vista, ventoinhas, parafusos, transformadores, motores e correias. Esta impressora é muito atraente. Apenas tem um botão e um led que muda de cor conforme a operação que está em curso. Encaixa bem em qualquer sala de estar ou escritório transmitindo uma imagem moderna e inovadora. Prova do seu design é o premio internacional de design Red Dot, que lhe foi atribuído.

 

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Facilmente se perceberá, até porque a BQ tem outras impressoras disponíveis no mercado, que a Witbox Go! é uma impressora focada num determinado segmento de mercado e não entra em guerra direta com outros modelos orientados para outro tipo de utilizadores. A BQ Witbox Go! não é de todo focada no universo de makers. Esta impressora é fechada a modificações e por isso foca-se essencialmente a quem privilegia o design, a simplicidade de utilização e não se incomoda com as suas características e limitações.

 

Esta impressora provavelmente será uma das impressoras mais simples que atualmente existirá no mercado. Vem completamente montada e o objetivo é que em poucos minutos o utilizador possa começar a imprimir sem grandes complicações.

 

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A Witbox Go! é pequena e leve, pesando apenas 5 Kg. Incorpora Android como sistema operativo/firmware, o que permitiu à BQ melhorar e simplificar a experiencia de utilização. As novidades não se ficam por aqui. A impressora liga-se à rede domestica, via WiFi e possui tecnologia NFC para identificar as bobinas que são colocadas na impressora e a quantidade de filamento disponível. Tudo, claro está, para facilitar a sua utilização. Apesar de não encontrar evidenciado no site da BQ, a impressora também tem um interface Bluetooth que, pelo que pude perceber, é utilizado apenas para a configuração inicial da impressora, através de um smartphone ou tablet com Android, quando esta ainda não está ligada à rede Wi-Fi.

 

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Embalamento e conteúdo da caixa

O embalamento da impressora é exemplar sendo notória a atenção que a BQ dedica a esta questão. É fácil retirar a impressora e os acessórios da caixa. A impressora vem devidamente protegida, com o modo de transporte ativado, para evitar problemas durante o transporte. Na caixa tudo está no no seu devido lugar. Juntamente com a máquina e plataforma de impressão vem um cabo USB para ligar a impressora ao computador, uma bobina de filamento, um modelo 3D exemplo (um barco que é utilizado como benchmark), um guia de iniciação, documentação sobre a garantia, uma espátula e um adaptador para tomadas dos EUA. O processo inverso, de colocar a impressora e todos os restantes itens dentro da caixa, também é muito simples e rápido, sendo necessário previamente voltar a colocar a impressora no modo de transporte. Neste modo a plataforma sobe totalmente e por baixo dela é colocada a caixa que contém tudo o resto.

 

 

 

Software – Instalação, inicialização da impressora e utilização

A BQ produziu internamente uma aplicação, denominada de Zetup, para Windows, Linux e Android. Não existe, pelo menos por agora, aplicação para iOS, o que dificulta a vida a quem utilizar equipamentos Apple, que é o meu caso. Como não tenho nenhum equipamento com Android, comecei inicialmente por utilizar o Windows. A experiencia com o software não foi das melhores, principalmente em Windows e Linux. Isso explica o porquê de ter imprimido vários barquinhos iguais, que é possível ver nas várias imagens deste artigo. Nas primeiras horas, sem ter a possibilidade de enviar para a impressora novos modelos, apenas conseguia imprimir o barco, já que este é o único modelo que vem na memória da impressora.

 

Após descarregar o Zetup do site da BQ, o processo de instalação não foi pacifico já que o instalador não passava dos 88%, mesmo após aguardar bastante tempo. Repeti o processo mais de uma vez e, por mais tempo que esperasse, não era concluído. Para tentar ultrapassar, tentei alguns procedimentos como executar o instalador com outro utilizador do Windows, renomear a pasta criada pelo instalador, executar o instalador “como Administrador”, alterar permissões na pasta. Não sei exatamente qual era o problema, mas após tentar novamente, o instalador acabou por avançar até aos 100%. Problemas resolvidos … pensava eu :) Posteriormente, após executar a aplicação foi mostrado o assistente que permite configurar a impressora para posteriormente adicionar a mesma à rede WiFi. Este assistente necessita que exista uma conexão por cabo USB, com a impressora. Aqui também não correu muito bem. A impressora não era detetada no Windows. O gestor de dispositivos mostrava um dispositivo com problemas. Não culpando o software da BQ, até porque muitas das vezes o problema está na instabilidade e especificações do sistema do utilizador (no meu caso utilizo Windows 7 que para além de não estar inicialmente atualizado ao máximo estava algo instável derivado da instalação ter vários anos), a impressora acabou de ser detetada após instalar os drivers ADB (que também estão disponíveis no site da BQ) e o “habitual“ ligar e desligar o equipamento, trocar de porta USB, etc.. Não sei se era obrigatório instalar os drivers ou se era suposto o software Zetup tratar deste passo. O que é certo é que mais este problema foi ultrapassado. A impressora passou a ser detetada via cabo USB.

 

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Impressão 3D – Uma revolução tão grande como foi a Internet

2 02 2018

Excelente artigo do jornalista Edgar Caetano, do jornal electrónico Observador, sobre Impressão 3D e o impacto que esta tecnologia tem e que se estima que virá a ter na industria, economia e na nossa sociedade. Este artigo é um excelente overview sobre esta tecnologia, de onde destaco:

 

“… o diretor-geral da HP Portugal afirmou que “dificilmente conseguimos imaginar, nos dias de hoje, uma tecnologia que vá ter uma repercussão tão grande na economia e na indústria de produção como a impressão 3D”. “Vai ser um dos grandes impulsionadores da quarta revolução industrial”, afirmou José Correia …”

“… podem evaporar-se até 40% das trocas comerciais entre os países …”.

 

 

 

Fonte: observador.pt

O investimento em impressão 3D está a crescer ao triplo da velocidade da produção tradicional na indústria. A "revolução" está a chegar, garantem especialistas citados num relatório do banco ING.

 

Daqui a menos de 20 anos, um em cada dois produtos industriais será impresso em 3D. Isto diz-lhe pouco? Pois: “quando a Internet foi inventada, poucas pessoas imaginaram o impacto enorme que ela teria na forma como vivemos e trabalhamos. A impressão 3D pode ser uma repetição da História“. A frase é de um economista do banco holandês ING que elaborou um relatório aprofundado sobre a impressão 3D e sobre as últimas inovações nesta área, capazes de levar esta tecnologia da “infância” atual para uma revolução comparável à Internet. Uma preocupação fundamental do relatório é a seguinte: quando tudo for impresso em 3D, localmente, o que é que vai ser do comércio entre os países ou, por outras palavras, com que é que se vai encher os navios-contentores?

 

 

Em entrevista por telefone com o Observador, Raoul Leering, economista do ING especializado em comércio internacional e autor do relatório, afirma que com a impressão 3D podem evaporar-se até 40% das trocas comerciais entre os países — não só as que viajam em navios-contentores mas por qualquer outra via. Se a impressão 3D evoluir tão rapidamente quanto se prevê no estudo, quase metade dos produtos irá deixar de ser fabricada num país e, depois, viajar até mais perto do consumidor final. Vão passar a ser impressos muito mais perto do local onde vão ser consumidos — desde peças de automóveis até comida, passando por roupa e calçado, próteses de ossos ou, mesmo, órgãos internos.

 

Imagine o seguinte cenário, muito simples: o leitor comprou um smartphone novo e precisou de uma capa protetora. Foi a um centro comercial, a uma retalhista ligada à tecnologia e escolheu uma capa que lhe pareceu ser robusta e com um design de que gostou, embora não tenha sido concebida a pensar em si. Alguém que nunca irá conhecer na vida desenhou aquela capa com o objetivo de atrair o maior número de pessoas, investiu-se na criação de um molde, o produto foi fabricado aos milhares, no modelo tradicional, num qualquer país longínquo, e aquele modelo viajou até à sua mão (e, também, até à mão do cliente seguinte, que também gostou daquela capa).

 

Num modelo clássico de economia linear, vai andar com a capa protetora até ela se estragar ou até se fartar dela, e aí o processo volta ao início. Num futuro em que a impressão 3D é dominante, as coisas vão mudar.

 

Com a impressão 3D, em vez de ir à loja (física ou online) e escolher uma capa entre aquelas de que há stock, a única coisa de que precisa é de um ficheiro que pode encontrar nas dezenas de sites que já existem de modelos para impressão 3D, como o Thingiverse.com, e fazer o mesmo que faz quando quer imprimir um conjunto de fotografias: vai ao mesmo centro comercial mas em vez de escolher uma capa entre o stock disponível, dirige-se a uma loja onde a sua capa favorita pode ser impressa em poucas horas. Melhor: com o crescimento deste mercado e das apps associadas, não será preciso um curso de engenharia para saber criar uma capa ao seu gosto ou, pelo menos, fazer adaptações personalizadas que vão torná-la verdadeiramente única.

 

E até poderá nem precisar de sair de casa para receber aquela capa. Nos últimos anos, impressoras 3D que não custam mais do que algumas centenas de euros passaram a poder ser compradas lá para casa, já com alguma capacidade para criar produtos com qualidade razoável. Contudo, não será tanto por aí, para já, segundo o diretor-geral da HP Portugal, uma das empresas mais conhecidas na área das impressoras não só industriais mas, também, domésticas. Para José Correia, o modelo dos service providers, os prestadores de serviço como a impressão de fotografias, é o que faz mais sentido no curto prazo e no paradigma de consumo que hoje existe, diferente de há algumas décadas, em que mais se contrata serviços do que se compra produtos.

 

 

Apesar de a tecnologia já existir há várias décadas, nos últimos anos têm-se registado várias inovações técnicas e uma multiplicação do investimento neste segmento, um indicador de que a tecnologia está finalmente a dar “o salto”. “A impressão 3D ainda está na infância, pelo que ainda tem um impacto pequeno no comércio internacional, mas isto vai mudar quando a impressão 3D de alta velocidade fizer com que passe a ser viável a produção em grande escala com impressoras 3D“, afirma Raoul Leering, acrescentando que esse momento está iminente: “os primeiros passos técnicos já foram dados”.

 

Numa apresentação a um grupo de jornalistas, em Oeiras, na semana passada, o diretor-geral da HP Portugal afirmou que “dificilmente conseguimos imaginar, nos dias de hoje, uma tecnologia que vá ter uma repercussão tão grande na economia e na indústria de produção como a impressão 3D”. “Vai ser um dos grandes impulsionadores da quarta revolução industrial”, afirmou José Correia, no dia em que celebrou uma parceria com uma empresa da Marinha Grande — a 3D Ever — para ser o primeiro revendedor autorizado da gama de impressoras 3D industriais da HP, a tecnologia MultiJet Fusion.

 

“A HP está atenta ao mercado da impressão 3D há muito tempo”, assinalou José Correia. Mas, reconhece o diretor-geral da HP Portugal, “demorámos algum tempo porque acreditámos que a tecnologia que existia naquele momento não era a tecnologia que nós víamos para desenvolver esta área”. Isso está agora a mudar, e a HP Portugal tem vindo a apresentar vários modelos de impressoras 3D que vão ajudar a trilhar o caminho até a uma maior massificação deste modo de produção revolucionário. Isso passa não só pelas máquinas mas, também, pelos materiais cada vez mais polivalentes e acessíveis.

 

Materiais mais polivalentes, mais resistentes e mais baratos. E técnicas de impressão cada vez mais sofisticadas, incluindo de peças móveis. FOTO: Edgar Caetano/OBSERVADOR

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AS MÁQUINAS DE IMPRESSÃO 3D DA HP CHEGARAM FINALMENTE A PORTUGAL

26 01 2018

Fonte: FUTURE BEHIND

RUI DA ROCHA FERREIRA – JANEIRO 23, 2018

 

A intenção de entrar no mercado da impressão 3D foi assinalada pela primeira vez em 2014, pela voz da diretora executiva, Meg Whitman. Mas foi preciso esperar dois anos para ver materializada a estratégia da Hewlett-Packard relativamente à impressão 3D. A expectativa sempre foi muito grande: no final de contas estamos a falar de uma das empresas com maior tradição e volume de vendas no sector da impressão.

 

 

Provavelmente os consumidores gostariam de ver uma marca conhecida a criar um produto numa área que nos últimos anos mostrou potencial. Acontece que a HP disse logo à partida que este não seria o seu jogo – a tecnológica iria focar-se no mercado empresarial e seria nesse domínio no qual tentaria acrescentar valor.

Agora a aposta da HP neste segmento está finalmente disponível em Portugal – a tecnológica anunciou hoje, 23 de janeiro, o seu primeiro revendedor oficial para o mercado português. A empresa 3D Ever tem disponíveis os três modelos de impressoras 3D da HP – as Jet Fusion 3D 3200, 4200 e 4210.

A gestora de produto da 3D Ever, Carina Ramos, confirmou que em Portugal já foram vendidas três impressoras 3D da HP, mas os equipamentos ainda não foram instalados e por isso não estão ativas. Segundo a responsável do parceiro de canal da HP, demora cerca de 30 dias entre o processo de contactar a empresa, fazer os primeiros testes, avançar para a compra e para a posterior instalação da impressora.

“Dificilmente conseguimos imaginar hoje em dia uma tecnologia que vai ter uma repercussão tão grande na indústria da produção. A impressão 3D vai ser um dos grandes impulsionadores da quarta revolução industrial”, salientou em conferência o diretor-geral da HP Portugal, José Correia.

“A HP está atenta à tecnologia 3D há muito tempo. Demorámos algum tempo porque acreditávamos que a tecnologia que existia não era a tecnologia com a qual nos víamos a desenvolver toda esta área”, reforçou o executivo.

A responsável de canal da HP para a Península Ibérica no segmento da impressão 3D, Inma Vazquez, admitiu que este ainda é um mercado de pouco volume, mas é um mercado que pode ajudar a tecnológica a fincar pé no sector da produção e da manufatura, que a nível global está avaliado em 12 biliões de dólares.

“O nosso objetivo é chegar à manufatura, à produção de peças de plástico”, defendeu Inma Vazquez.

 

Exemplo de um modelo de um coração impresso a três dimensões e que pode ajudar os médicos a prepararem melhor as suas operações. #Crédito: Future Behind

 

Atualmente as impressoras 3D da HP só imprimem em plástico, plástico esse que pode ter diferentes propriedades mediante a adição de componentes com propriedades específicas ao material de impressão. No entanto foi revelado que ainda este ano a gigante norte-americana vai anunciar uma impressora 3D capaz de imprimir metal.

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Blocks Zero–1 ano a imprimir

13 01 2018

Faz precisamente um ano que comprei a Impressora Blocks Zero, da Blocks Technology. Se ainda não conhece esta Impressora 3D, leia este artigo.

Após todo este tempo a imprimir, seguramente a máquina já terá acumuladas mais de 1000 horas de funcionamento (a uma média de 3 horas por dia) e já imprimiu algumas centenas  que demoraram de modelos, desde simples,apenas alguns minutos, até modelos mais complexos que demoraram várias horas para serem completados. Foram utilizados vários tipos de filamento, desde PLA “normal”, até madeira, filamento flexível, fluorescente, cobre, entre outros.

É impressionante a fiabilidade que uma impressora com um custo tão reduzido, de aproximadamente 350 Euros, consegue ter. Passado um ano esta impressora ainda continua a ser uma excelente opção a ter em conta. Primeiro pela sua fiabilidade, mas também pela relação qualidade/preço, que é imbatível.

 

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Apesar de ter sido maioritariamente pensada para o universo dos makers, já que normalmente é vendida em KIT para ser posteriormente montada pelo utilizador, se este não estiver familiarizado com projetos DIY (Do It Yourself/Faça você mesmo), recomendo fortemente que questione a Blocks Technology se pode enviar a impressora já montada. Penso que no meu caso, que comprei a impressora já montada por não estar assim tão interessado no processo de montagem, foi o segredo do sucesso. Apesar de o processo de montagem estar muito bem documentado e ser aparentemente rápido e fácil, a verdade é que muitos utilizadores não estão propriamente interessados nele. Querem apenas começar a imprimir com a melhor qualidade possível, logo depois de tirar a impressora da caixa.

Por acompanhar vários grupos do Facebook relacionados com impressão 3D, noto que muitos utilizadores, principalmente com as impressoras em KIT, passam mais tempo no processo de montar/desmontar, afinar e trocar componentes, do que propriamente a imprimir. Pelo menos com esta impressora isso não acontece. Imprime (bem) logo ao sair da caixa (no caso de comprar montada), e a qualidade de impressão é constante ao longo do tempo.

 

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Devido ao facto de a Blocks Technology ter muito pouca expressão no mercado, nomeadamente no mercado mundial, a comunidade de utilizadores é muito reduzida e daí resulta que não exista interação e partilha de recursos. Veja-se o caso da impressora Monoprice MP Select Mini 3D Printer, muito popular nos EUA devido à sua relação qualidade/preço imbatível. Esta impressora (versão 2), que custa pouco mais de 200 Dólares (178 Euros sensivelmente), vem completamente montada e pronta e utilizar. Possui muita tecnologia que vai desde mesa aquecida, WiFi e até um ecrã a cores. A gigantesca comunidade de utilizadores partilham recursos e criam vários grupos de entreajuda no Facebook e outras páginas como esta que possui de tudo um pouco, desde manuais, melhorias, firmware, tutoriais, resolução de problemas, perfis para software de slicing, ente outros.

 

Após 1 ano a impressora continua tão precisa e consistente como inicialmente. Nunca tive sequer que apertar um parafuso ou fazer qualquer tipo de alteração à impressora. Em baixo, fruto da minha experiencia com esta impressora, evidencio alguns aspectos positivos e menos positivos, sugestões de melhoria, assim como alguns problemas enfrentados.

 

 

Aspectos positivos

  • Só foi necessário calibrar a impressora uma ou duas vezes durante todo este tempo. Mesmo após transportar a impressora ou mover a mesma de sitio, não foi necessário logo naquele momento calibrar a plataforma de impressão.
  • A fiabilidade e precisão continua impecável, depois de todo este tempo.
  • Existiram pelo menos três atualizações de firmware, que optimizaram o processo de load/unload do filamento entre outras melhorias, assim como corrigiram alguns problemas. Detalhes aqui.
  • Muito raramente a impressora teve comportamentos erráticos. Desligar a impressora, voltar a ligar e repetir a impressão resolveram o problema.

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