BEEVERYCREATIVE e Blocks Technology–Novas Impressoras 3D a caminho

11 09 2018

Reconhecidos pela qualidade e fiabilidade seus produtos, os 2 fabricantes portugueses de Impressoras 3D, BEEVERYCREATIVE e Blocks Technology preparam-se para lançar em breve novas Impressoras 3D.

 

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Estas novas Impressoras, que são uma evolução dos modelos atuais, trazem várias novidades que, apesar de parecerem insignificantes, acabam por representar passos importantes rumo à simplificação desta tecnologia. As melhorias e as novas funcionalidades permitem não só melhorar a experiencia de utilização, que é ainda um entrave que impede que esta tecnologia chegue a mais consumidores, mas também aumentar a qualidade final dos projetos e ao mesmo tempo reduzir os tempos de impressão.

 

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Estas Impressoras, que vão passar a ser os modelos mais avançados de ambos os fabricantes, têm grandes melhorias relativamente aos modelos anteriores. Destaco o sistema de auto-calibração da plataforma de impressão e o sensor de filamento. Duas novas funcionalidades que acrescentam mais valor.

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Filamento de Impressão 3D Moebyus-Análise

27 08 2018

Moebyus Machines, S.L.A Moebyus, fabricante espanhol de Impressoras 3D, acessórios, componentes e filamento, enviou-me 1 bobina de 500 gramas de filamento PLA (1,75 mm de diâmetro), cor Dark Orange. Utilizei este filamento numa impressora Blocks Zero. O preço deste filamento é de 14,50 EUR. Os portes de envio para Portugal tem o custo de 6,5 EUR.

 

Para além de PLA, o material mais utilizado na Impressão 3D doméstica, a Moebyus também produz filamento de outros materiais como ABS, HIPS, PETG, PVA, TPE, TPU e Wood. Quanto ao diâmetro a Moebyus disponibiliza 1,75mm e 3mm.

 

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O embalamento do filamento, como é habitual, é efetuado a vácuo, com uma saqueta de sílica para absorver humidade.

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O processo de utilizar um novo filamento funciona normalmente pelo método de tentativa e erro até encontrar os parâmetros ideais, como temperatura, velocidade, etc. O intervalo de temperaturas indicadas pelos fabricantes é por norma bastante alargado. Neste caso a Moebyus indica que este filamento deve ser utilizado entre 190º e 230º. No meu caso, entre 235 e 240º verifiquei que a qualidade era satisfatória para mim, por isso imprimi quase sempre neste intervalo de temperaturas, apesar de anteriormente ter tentado outras temperaturas inferiores, com resultados menos positivos. Ao nível da velocidade imprimi quase sempre, em média, a 40mm/s.

 

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Na impressão deste barco, denominado de 3DBenchy e utilizado normalmente para aferir a qualidade da impressão, utilizei primeiramente um outro filamento roxo, e só depois o filamento cor de laranja.

 

O enrolamento do filamento na bobina, apesar de não ser tão perfeito como por exemplo nas bobinas BQ Easy Go, não revelou problema algum e nenhuma impressão das várias dezenas que fiz foi interrompida por problemas desta ordem.

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Livro O Mundo da Impressão 3D e o Fabrico Digital

27 08 2018

O primeiro livro sobre Impressão 3D editado em Portugal já se encontra no mercado. O Mundo da Impressão 3D e o Fabrico Digital, do autor Carlos Relvas, poderá ser adquirido na loja online Booki. O custo é de cerca de 25 Euros.

 

Clique na imagem em baixo para consultar alguns excertos do livro. Em alternativa clique aqui para descarregar um ficheiro PDF.

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Fonte: www.booki.pt

 

Ficha técnica

ISBN: 9789898927026

Autor: Carlos Alberto Moura Relvas

Editora: PUBLINDUSTRIA

Número de Páginas: 294

Idioma: Português

Data Edição: 2018

 

 

Sinopse

A impressão 3D é o aspeto mais conhecido do fabrico digital e está a revolucionar as nossas vidas e a romper com o que hoje estabelecemos para o processo de design e fabrico. Esta tecnologia pode ser usada para criar protótipos, peças simples ou produtos finais altamente sofisticados, como peças de engenharia, implantes médicos e até órgãos artificiais.

Com a impressão 3D é possível sonhar, projetar e construir em qualquer lugar ou circunstância, até na nossa própria casa, bastando um computador e uma impressora.

O livro “o mundo da impressão 3D” apresenta a tecnologia de impressão 3D e todo o seu potencial, a história e o seu aparecimento, os processos, materiais e equipamentos. Também não foram esquecidos os aspetos mais técnicos, nomeadamente os relacionados com as recomendações de fabrico e preparação do modelo digital para garantir a obtenção de bons resultados. Porque quando se fala de fabrico digital, fala-se também de maquinagem CNC e a maquinagem de alta-velocidade e estes ainda são os processos de eleição na indústria.

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Retouch3D–Análise

27 07 2018

Artigo relacionado: Moebyus AMIGO 3D – Retouching Tool

 

Muitas das vezes existe a necessidade de efetuar pequenos retoques nas impressões 3D, como retirar suportes, fundir plástico, eliminar imperfeições, perfurar, alisar ou cortar. Desenvolvido pela empresa 3D 2.0 Ltd, sediada no Reino Unido, o Retouch3D custa 135 Euros e é uma ferramenta que permite efetuar todas essas operações de forma fácil e rápida.

 

O aparelho traz consigo 5 ponteiras que podem ser fácil e rapidamente trocadas. Com o aquecimento, a temperaturas que permitem derreter plástico, as ponteiras permitem efetuar os mais diversos trabalhos de finalização. A grande diferença entre este aparelho e outros do género, como o AMIGO 3D e o MODIFI3D, é que o Retouch3D permite ao utilizador escolher a intensidade do aquecimento, através de 2 botões e de um pequeno display. Além disso, este equipamento também se diferencia dos restantes que anteriormente referi porque se liga diretamente a uma tomada eléctrica e tem um maior numero de ponteiras.

 

A 3D 2.0 Ltd enviou-me uma unidade do equipamento para análise no Blog.

 

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Pelo preço do equipamento, quase a custar tanto como uma impressora 3D low cost (como por exemplo a Anet A8) seria espectável ficar surpreendido com o produto, a todos os níveis. O equipamento vem muito bem embalado numa caixa retangular, muito cuidada. Para além do equipamento propriamente dito, vem também incluído um manual, muito bem detalhado e em várias línguas (português não faz parte) com as especificações do produto, instruções de operação e manutenção, etc.

 

Além do Retouch3D também está incluída uma peça para ajudar a trocar as ponteiras e uma base de apoio. Se pretender uma outra base, para acomodar as ponteiras, o  Retouch3D e o acessório de troca de ponteiras, poderá descarregar e imprimir este ficheiro, que foi modelado por Mark Durham e está disponível no repositório www.myminifactory.com.

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O transformador pode ser utilizado em várias regiões, nomeadamente Europa, Reino Unido e América, já que tem 3 fichas diferentes que podem ser facilmente trocadas.

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Para além do PLA, que é o material mais utilizado na Impressão 3D, o Retouch3D pode ser também utilizado com outros materiais como ABS, materiais baseados em resinas e entre outros. O facto de o utilizador poder definir a intensidade da temperatura, entre 10 níveis diferentes, permite utilizar o aparelho num leque muito alargado de materiais, até mesmo em outras áreas que não a Impressão 3D.

 

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Comparativamente ao AMIGO 3D e ao MODIFI3D, o Retouch3D é mais robusto,  consistente e ergonómico. A grande vantagem está mesmo na possibilidade de definir a intensidade da temperatura das ponteiras, para além de ter a possibilidade de ligar diretamente à corrente elétrica e assim não depender nem de pilhas nem de uma porta USB. Comparativamente aos seus concorrentes, que custam várias vezes menos (quer o AMIGO 3D quer o MODIFI3D custam cerca de 30 Euros), o Retouch3D tem, na minha opinião, um preço algo exagerado. Apesar das suas claras vantagens face aos outros dois produtos concorrentes que já testei, o Retouch3D deveria ser mais barato.

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O Retouch3D pesa 100g e tem as dimensões de 170mm X 43mm X 32mm.

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EUMAKEIT-Utilize as bobinas de filamento para criar novos objetos

21 07 2018

Os utilizadores da tecnologia de impressão 3D FDM (Fused Deposition Modeling), a tecnologia mais comum na industria de impressão 3D, em que são utilizadas bobinas de filamento, estão habituados a deitar as bobinas para o lixo, quando estas já não têm filamento.

 

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E se fosse possível aproveitar as bobinas para construir novos objetos? É precisamente isso que se propõe fazer o inovador projeto EUMAKEIT da EUMAKERS, fabricante italiano de filamento para impressoras 3D. Um conceito muitíssimo interessante que permite dar uma nova vida às bobinas, que por norma, quando o filamento termina, pouca ou nenhuma utilidade têm.

 

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Para além desta característica das bobinas deste fabricante, é importante referir que estas são acompanhadas de um suporte que pode ser utilizado com as bobinas da EUMAKERS e com bobinas de outros fabricantes (desde que tenham até um determinado tamanho). Extremamente útil para utilizar as bobinas em situações em que a impressora não vem acompanhada de um suporte de bobinas (como no caso da Impressora BQ Witbox Go! por exemplo), quando o suporte de bobinas da impressora não está preparado para determinadas bobinas, ou em outras situações. A base do suporte tem 2 fitas adesivas para que o suporte fique estável e não se mova. As fitas não deixam resíduos nem estragam as superfícies e podem ser reutilizadas várias vezes.

 

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Alguns filamentos da EUMAKERS são acompanhados por esta bobina especial, que é composta por vários elementos. A bobina pode ser decomposta em 8 componentes e o suporte em 2, o que dá um total de 10 componentes, conforme a imagem em baixo  demonstra. Quando a bobina já não tiver filamento é possível desmontar a mesma em várias partes e utilizar essas mesmas partes para construir novos objetos, juntamente com a impressão de outras peças. A EUMAKERS disponibiliza no seu site uma série de projetos, algumas deles que se podem converter em autenticas obras de design. Desde suportes para tablets, headphones, cápsulas de café e rolos de papel de cozinha, até amplificadores de som para iPhone e copos para a escova de dentes, entre outros.

 

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É designer e pretende colaborar com este projeto? Basta ter uma ideia criativa e propor à EUMAKERS a publicação do seu projeto.

 

 

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Com alguns itens extra, é ainda possível ir mais longe. Que tal combinar a impressão de peças 3D, com componentes da bobina e alguns componentes elétricos para criar candeeiros?

 

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Blocks tem novas impressoras 3D e vão ser controladas pelo smartphone

10 06 2018

Fonte: www.dinheirovivo.pt

 

Empresa está a trabalhar em aplicações móveis para tentar facilitar ainda mais o uso das impressoras 3D.

 

A startup portuguesa Blocks vai lançar novas impressoras 3D no mercado em breve: o principal modelo da marca, a Blocks One, vai ter uma segunda versão, e a empresa também vai lançar versões focadas no mercado empresarial. Os planos para os novos modelos já existiam, mas o investimento de 350 mil euros da Digidelta ajudou a acelerar o plano.

 

Duarte Vasconcelos, à esquerda, segura a impressora Blocks One MKII e Alexandre Guerreiro, à direita, segura o modelo 'low cost' Blocks Zero. Foto: Carlos Costa / Global ImagensDuarte Vasconcelos, à esquerda, segura a impressora Blocks One MKII e Alexandre Guerreiro, à direita, segura o modelo ‘low cost’ Blocks Zero. Foto: Carlos Costa / Global Imagens

 

No início de julho vai ficar à venda a Blocks One MKII. O diretor executivo da startup, Duarte Freire e Vasconcelos, explicou ao Dinheiro Vivo quais as grandes diferenças relativamente ao modelo anterior.

Em primeiro lugar a impressora tem um sistema de autocalibração, o que significa que não é necessário o utilizador afinar à mão a base de impressão sempre que quer produzir algo novo. A Blocks One MKII também tem um sensor de fim de filamento – se o plástico de impressão acabar, a máquina entra em pausa e não imprime ‘em seco’. Por fim o ecrã da impressora vai apresentar um interface mais simples e fácil de usar.

Também há melhorias na construção da própria impressora: a estrutura é em dibond, um composto de alumínio, que deverá traduzir-se numa máquina mais robusta e mais precisa.

Numa pré-venda, a Blocks já comercializou 40 unidades da Blocks One MKII e no início de julho a venda vai ser feita exclusivamente através da internet. Mas até ao final do ano a Blocks pretende ter esta impressora 3D em lojas como a Worten, Media Markt e Jumbo Box – este modelo vai custar 980 euros.

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Sakata3D – Análise ao filamento PLA CHROMA-850 e PLA 850

28 05 2018

No seguimento do artigo Sakata3D – Filamento para Impressão 3D (que deve ler como introdução a este artigo), testei o filamento PLA que a Sakata3D me enviou, que foi utilizado para a impressão de algumas dezenas de modelos. Cada uma das 2 bobinas, PLA CHROMA-850 e PLA 850, tem o peso de 1 Kg e o filamento tem 1,75 mm de diâmetro (este poderá variar +/- 0,03mm).

 

O PLA é o material mais utilizado na impressão 3D doméstica que utiliza tecnologia FDM. É seguro porque tem como base materiais orgânicos renováveis, não produz odores e está disponível numa variedade muito alargada de cores. O grau de dificuldade na sua utilização é muito reduzido. Não é necessária plataforma de impressão aquecida e o warping (deformação/contração) é mais reduzido comparativamente a outros materiais. Também o baixo custo, comparativamente a outros materiais mais avançados, é uma vantagem do PLA. Este material também tem a vantagem de ser amigo do ambiente, já que é biodegradável (em determinadas condições de compostagem) tendo assim um baixo impacto ambiental.

 

O PLA da Sakata3D, baseado na matéria prima Ingeo PLA 3D850, é um PLA avançado, com melhores propriedades térmicas e mecânicas, comparativamente ao PLA standard.

 

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Nas 2 bobinas não encontrei nenhum problema relacionado com o enrolamento do filamento. Nenhuma das impressões foi abortada por problemas relacionados com esta questão.

 

No que diz respeito à aderência do filamento à plataforma de impressão e ao warping, mais uma vez nada a registar. A minha impressora, uma Blocks Zero, não tem plataforma de impressão aquecida e todas as impressões foram efetuadas sem problemas. Embora não seja obrigatório quando estamos a utilizar PLA, uma plataforma de impressão aquecida pode ser útil em determinadas situações, nomeadamente em modelos com dimensões maiores onde existe tendência para warping nas extremidades. Assim, se a sua impressora possuir uma mesa aquecida e se a pretender utilizar com este filamento, a temperatura desta deverá situar-se entre os 50°C e 70°C.

 

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Apesar deste filamento poder ser utilizado até velocidades na ordem dos 200mm/s, quase sempre imprimo, em média, a 40mm/s, o que também aconteceu com este filamento. A aderência das camadas entre si é perfeita. A quase totalidade das impressões foram efetuadas com layer de 0,2mm.

 

Quanto à temperatura do extrusor, a Sakata3D recomenda que esta se situe entre 190ºC e 230ºC. Escolhi a temperatura de 225ºC que me pareceu ser a mais adequada e que aparentemente permitiu obter melhores resultados. Apesar de não ter efetuado qualquer teste com rigor científico, fiquei com a sensação que o PLA que testei é bastante rígido.

 

 

 

 

Algumas fotos dos artigos que imprimi com o filamento PLA CHROMA-850

Relativamente a esta bobina importa referir que a minha impressora tem uma área de impressão relativamente reduzida (12cm x 14cm x 12cm) e que por esse motivo pode ser difícil de “acertar“ nas impressões escolhidas para ver o resultado em que a cor transita de uma para outra na mesma impressão. O cenário perfeito para utilizar este filamento seria utilizar uma impressora com uma grande área de impressão, nomeadamente em altura (eixo Z), e imprimir modelos suficientemente altos para utilizar várias tonalidades do filamento.

 

Nesta imagem poderá visualizar a diferença de tonalidades das cores, entre as várias camadas da bobina.

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