E-reader BQ Cervantes 4-Análise

6 04 2018

Com a massificação dos tablets não é muito comum encontrar e-readers à venda nem alguém que utilize este tipo de equipamentos. Embora sejam parecidos fisicamente com os tablets, os e-readers têm a especificidade de estarem orientados para a leitura de livros digitais (e-books) e outros conteúdos relacionados, apesar de muitos e-readers irem além destas funções. A grande diferença entre um tablet e um e-reader está na tecnologia do ecrã (e-ink) que simula o papel e também na autonomia que vai muito para além da autonomia de um tablet.

 

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Comparativamente a um tablet, o principal objetivo de um e-reader é que o utilizador não fique com a vista cansada em leituras mais prolongadas, como na leitura de um livro por exemplo. Olhar para um tablet sob a luz direta do sol pode ser uma tarefa complicada e desconfortável. É por esta razão e por outras que muitas pessoas preferem comprar livros em papel, apesar de já existirem livros em formatos digitais, normalmente com custo inferior.

Nos e-readers, derivado à tecnologia que utilizam, a leitura de um livro não causa tanto impacto negativo na visão, nomeadamente fadiga ocular.

 

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No mercado existem vários fabricantes a produzir e-readers, sendo os mais comuns, pelo menos no mercado Ibérico, a BQ com o Cervantes, o Kindle da Amazon e o KOBO da FNAC. Muitos outros e-readers existentes pelo mundo fora são muitas vezes comercializados por grandes livrarias online, sendo um canal privilegiado para venderem os seus conteúdos  digitais.

O Cervantes, tal como grande parte ou mesmo a totalidade dos produtos da BQ, é desenvolvido internamente por este fabricante, tanto ao nível de hardware como de software. Embora seja mais conhecida pelos seus smartphones e impressoras 3D,  a BQ detém uma vasta experiencia em e-readers. Para este review a BQ enviou-me o Cervantes 4 para análise.

 

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Filamento PLA BQ Easy Go

8 03 2018

De entre as muitas variáveis que podem fazer com que uma impressão 3D seja mal sucedida, ou não tenha o resultado esperado, está o entrelaçamento do filamento nas bobinas.

 

Imagine que vai imprimir um determinado modelo e que o tempo estimado para a conclusão do mesmo são 15 horas. O mais certo é que durante todo o este tempo o utilizador não fique junto à impressora a observar o processo de impressão. É comum acompanhar apenas os primeiros minutos para garantir que as primeiras camadas são impressas corretamente e depois deixar a impressora fazer o seu trabalho. Agora imagine que após as 15 horas estimadas, verifica que a impressão não foi concluída com sucesso porque a impressora deixou de conseguir puxar o filamento da bobina por este estar entrelaçado. É no mínimo frustrante, para além da perda de tempo e do consumo de filamento que vai diretamente para o lixo.

 

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Quem conhece o mundo da impressão 3D há algum tempo certamente já passou por esta situação desagradável. Faz parte do processo de aprendizagem associado a esta tecnologia que tem muito de “tentativa e erro”.

 

Nas bobinas com este problema, para impedir que isto aconteça, o utilizador tem que estar constantemente junto da impressora para manualmente ir desbloqueando o filamento à medida que tal vai sendo necessário. Ainda que seja possível fazer isto, em certas circunstâncias não é de todo viável ficar preso o tempo todo à impressora, principalmente em trabalhos de impressão de muitas horas.

 

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Consciente deste problema, comum a vários fabricantes, a BQ passou a disponibilizar uma nova gama de bobinas de filamento denominadas de Easy Go. Segundo a BQ as novas bobinas são produzidas com um novo sistema de enrolamento que é dos mais rápidos e inovadores do mundo, contando com um sistema de sensores de fibra ótica para definir o enrolamento do filamento na bobina de forma rápida e precisa.

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BQ Witbox Go!–Análise

13 02 2018

A BQ, experiente na área de impressão 3D, anunciou há alguns meses a nova impressora Witbox Go!. Esta impressora, que chegou recentemente ao mercado, promete simplificar esta tecnologia elevando a experiencia de utilização a outro patamar. A BQ enviou-me uma Witbox Go!, completamente nova, para ser analisada no Blog. Agradeço à BQ e à Sandra Coelho do departamento de Marketing.

 

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O que acrescenta esta nova impressora ao mercado? Bem, muitas coisas. A começar pelo seu design extremamente apelativo com traços minimalistas. Nada de cabos à vista, ventoinhas, parafusos, transformadores, motores e correias. Esta impressora é muito atraente. Apenas tem um botão e um led que muda de cor conforme a operação que está em curso. Encaixa bem em qualquer sala de estar ou escritório transmitindo uma imagem moderna e inovadora. Prova do seu design é o premio internacional de design Red Dot, que lhe foi atribuído.

 

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Facilmente se perceberá, até porque a BQ tem outras impressoras disponíveis no mercado, que a Witbox Go! é uma impressora focada num determinado segmento de mercado e não entra em guerra direta com outros modelos orientados para outro tipo de utilizadores. A BQ Witbox Go! não é de todo focada no universo de makers. Esta impressora é fechada a modificações e por isso foca-se essencialmente a quem privilegia o design, a simplicidade de utilização e não se incomoda com as suas características e limitações.

 

Esta impressora provavelmente será uma das impressoras mais simples que atualmente existirá no mercado. Vem completamente montada e o objetivo é que em poucos minutos o utilizador possa começar a imprimir sem grandes complicações.

 

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A Witbox Go! é pequena e leve, pesando apenas 5 Kg. Incorpora Android como sistema operativo/firmware, o que permitiu à BQ melhorar e simplificar a experiencia de utilização. As novidades não se ficam por aqui. A impressora liga-se à rede domestica, via WiFi e possui tecnologia NFC para identificar as bobinas que são colocadas na impressora e a quantidade de filamento disponível. Tudo, claro está, para facilitar a sua utilização. Apesar de não encontrar evidenciado no site da BQ, a impressora também tem um interface Bluetooth que, pelo que pude perceber, é utilizado apenas para a configuração inicial da impressora, através de um smartphone ou tablet com Android, quando esta ainda não está ligada à rede Wi-Fi.

 

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Embalamento e conteúdo da caixa

O embalamento da impressora é exemplar sendo notória a atenção que a BQ dedica a esta questão. É fácil retirar a impressora e os acessórios da caixa. A impressora vem devidamente protegida, com o modo de transporte ativado, para evitar problemas durante o transporte. Na caixa tudo está no no seu devido lugar. Juntamente com a máquina e plataforma de impressão vem um cabo USB para ligar a impressora ao computador, uma bobina de filamento, um modelo 3D exemplo (um barco que é utilizado como benchmark), um guia de iniciação, documentação sobre a garantia, uma espátula e um adaptador para tomadas dos EUA. O processo inverso, de colocar a impressora e todos os restantes itens dentro da caixa, também é muito simples e rápido, sendo necessário previamente voltar a colocar a impressora no modo de transporte. Neste modo a plataforma sobe totalmente e por baixo dela é colocada a caixa que contém tudo o resto.

 

 

 

Software – Instalação, inicialização da impressora e utilização

A BQ produziu internamente uma aplicação, denominada de Zetup, para Windows, Linux e Android. Não existe, pelo menos por agora, aplicação para iOS, o que dificulta a vida a quem utilizar equipamentos Apple, que é o meu caso. Como não tenho nenhum equipamento com Android, comecei inicialmente por utilizar o Windows. A experiencia com o software não foi das melhores, principalmente em Windows e Linux. Isso explica o porquê de ter imprimido vários barquinhos iguais, que é possível ver nas várias imagens deste artigo. Nas primeiras horas, sem ter a possibilidade de enviar para a impressora novos modelos, apenas conseguia imprimir o barco, já que este é o único modelo que vem na memória da impressora.

 

Após descarregar o Zetup do site da BQ, o processo de instalação não foi pacifico já que o instalador não passava dos 88%, mesmo após aguardar bastante tempo. Repeti o processo mais de uma vez e, por mais tempo que esperasse, não era concluído. Para tentar ultrapassar, tentei alguns procedimentos como executar o instalador com outro utilizador do Windows, renomear a pasta criada pelo instalador, executar o instalador “como Administrador”, alterar permissões na pasta. Não sei exatamente qual era o problema, mas após tentar novamente, o instalador acabou por avançar até aos 100%. Problemas resolvidos … pensava eu :) Posteriormente, após executar a aplicação foi mostrado o assistente que permite configurar a impressora para posteriormente adicionar a mesma à rede WiFi. Este assistente necessita que exista uma conexão por cabo USB, com a impressora. Aqui também não correu muito bem. A impressora não era detetada no Windows. O gestor de dispositivos mostrava um dispositivo com problemas. Não culpando o software da BQ, até porque muitas das vezes o problema está na instabilidade e especificações do sistema do utilizador (no meu caso utilizo Windows 7 que para além de não estar inicialmente atualizado ao máximo estava algo instável derivado da instalação ter vários anos), a impressora acabou de ser detetada após instalar os drivers ADB (que também estão disponíveis no site da BQ) e o “habitual“ ligar e desligar o equipamento, trocar de porta USB, etc.. Não sei se era obrigatório instalar os drivers ou se era suposto o software Zetup tratar deste passo. O que é certo é que mais este problema foi ultrapassado. A impressora passou a ser detetada via cabo USB.

 

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BQ apresenta Witbox Go!, a primeira impressora 3D Android do mundo

15 03 2017

Fonte: BQ

 

Imprime com um único toque a partir do telemóvel e é a primeira impressora 3D do mundo com processador Qualcomm.

É leve, de design minimalista e fabricada em Espanha.

 

Lisboa, 15 de março de 2017

A BQ apresentou hoje a sua nova impressora 3D, a Witbox Go!. Com ela, a empresa tecnológica espanhola tira a impressão 3D do nicho de utilizadores avançados ou profissionais e procede à sua democratização, levando-a a todos os públicos, graças a um ecossistema de hardware e software que permite imprimir com um único clique. A Witbox Go! é produzida na fábrica da BQ em Noáin (Navarra), onde a empresa tecnológica prepara todos os seus produtos de impressão 3D e robótica. “As impressoras 3D têm o potencial de se transformar em ferramentas tão indispensáveis quanto os computadores chegaram a ser, mas, primeiro, temos de aproximar esta tecnologia das pessoas. Com a Witbox Go!, qualquer utilizador com entusiasmo pela impressão 3D pode a partir de agora utilizá-la.”, comenta Rodrigo Del Prado, Diretor-Geral Adjunto da BQ. A empresa é uma das que mais vende impressoras 3D no mundo e a terceira com mais vendas na Europa, o seu principal mercado.

 

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Uma impressora inteligente

A BQ levou os seus conhecimentos na área da tecnologia móvel para a sua impressora: é a primeira a ter um processador Qualcomm® SnapdragonTM, concretamente o SD410 Quad Core. Além disso, é a primeira impressora do mundo com sistema Android. Isto permite ao utilizador imprimir a partir do seu smartphone e, além disso, revoluciona a experiência de utilização porque melhora a conectividade Wi-Fi, incorpora a tecnologia NFC e facilita o processo de atualizações porque o dispositivo recebe-as por OTA. A Witbox Go! incorpora componentes de última geração (que asseguram uma impressão de alta qualidade), reduzindo ao mínimo as definições que o utilizador tem de fazer e automatiza a maioria dos processos para que imprimir seja algo muito simples. É tão fácil de utilizar que o utilizador só demora 15 minutos a lançar ça sua primeira impressão, enquanto que nas outras impressoras a média é de 2 horas. Por exemplo, se a base não estiver perfeitamente acoplada, o sensor da base impede a impressão; o sensor do extrusor coloca a impressão em pausa se o hotend estiver obstruído e o sensor da presença de filamento interrompe a impressão se o filamento tiver terminado. Além disso, não exige a definição de parâmetros porque, através da tecnologia NFC, a informação das bobinas de PLA é transferida diretamente para a impressora.

 

 

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